Três são mortos em mais uma chacina

Publicação: 2017-08-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Três jovens foram executados a tiros por volta das 2h de ontem (11), em duas residências localizadas no assentamento Santa Ana, zona rural do município de Maxaranguape. As vítimas foram identificadas como os irmãos Talison Andrade de Lima, de 20 anos, e Alison da Silva Andrade, de 19 anos, que morreram no local, e em outro imóvel assassinaram Leonardo de Lima, de 17 anos. Ele foi socorrido, mas não resistiu.

Essa é a 15ª chacina em onze meses, no Rio Grande Norte, e um total de 90 mortes. Apenas um caso tem autoria conhecida: chacina no baile funk, em Mossoró, onde cinco pessoas foram assassinadas no dia 11 de março, no bairro Boa Vista. Quatro adultos e um adolescente foram ao local para matar integrantes de uma suposta facção rival. Três adultos foram presos e um adolescente apreendido. A investigação foi conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró.

Na ação de ontem, o ‘modus operandi’ dos executores é o mesmo praticado nas ações anteriores — homens encapuzados, normalmente usando pistola e espingarda calibre .12. Sobre a morte dos três jovens, vizinhos disseram à polícia que pelo menos dois homens encapuzados arrombaram a residência, supostamente procurando por armas e drogas. Parentes que também estavam no imóvel foram trancados em um quarto e disseram ter ouvido quatro disparos. Depois, os criminosos foram para outra casa, vizinho à residência dos irmãos, onde atiraram em Gabriel.

Os corpos permaneceram trancados, no interior dos imóveis, por quase oito horas à espera de uma equipe do Itep-RN. Apenas uma guarnição da PM esteve no local antes do Itep recolher os corpos. O Instituto Técnico e Científico de Polícia do RN (Itep/RN) atribuiu a demora porque a viatura da PM que daria apoio quebrou, e foi necessário aguardar a guarnição de uma cidade vizinha a Maxaranguape.

O crime ocorreu na mesma região — vizinho ao município de Ceará-Mirim —, onde a Polícia Civil admite a possível ação de um grupo de extermínio. Em Ceará-Mirim, somente este ano, foram registrados 105 assassinatos. Parte deles, chacinas cujos inquéritos estão sob responsabilidade da delegacia daquele município, com dificuldades para investigar por falta de pessoal e estrutura.

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