Trabalhador considera valor baixo

Publicação: 2013-12-28 00:00:00 | Comentários: 0
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O zelador Juscelino Toscano Cruz, 30, não ficou tão animado com o aumento do salário mínimo. Ele fez as contas e concluiu que com R$ 46 conseguirá comprar, no máximo, um botijão de gás. “Isso se o preço do botijão não subir”.

Juscelino faz bicos nos finais de semana e admite que, sem eles, não conseguiria pagar as contas em dia. Além de sustentar a mulher e os dois filhos, o zelador ainda precisa pagar R$ 300 de aluguel todos os meses. Mal sobra dinheiro no final do mês. “É por isso que trabalho no que aparecer nos finais de semana. Minha mulher faz faxina e eu vendo feijão, limpo mato, limpo muro, faço mudança”.    

O zelador não é o único que enfrenta dificuldades para se manter com o mínimo. Estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que para cobrir os gastos com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, cada brasileiro deveria ganhar, no mínimo, R$ 2.761,58, ou seja, quatro vezes mais do que os assalariados ganham hoje.

Apesar do novo aumento, de 6,7%, o mínimo aprovado continua muito distante do salário ideal, reconhece o Dieese e concorda Juscelino. Com ele, cada brasileiro conseguiria comprar, no máximo, 2,7 cestas básicas.

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