Trabalhadores rodoviários adiam por 48h início de greve em Natal; vídeo

Publicação: 2020-10-20 06:48:00
A greve dos motoristas das empresas de transporte público de Natal, que teria início no início da manhã desta terça-feira (20) foi adiada em 48h. A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Transportadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) na noite desta segunda-feira (19), após reunião com o prefeito Álvaro Dias. De acordo com a categoria, o chefe do executivo municipal se comprometeu em buscar soluções para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

Créditos: Magnus NascimentoParalisação foi prorrogada em 48h enquanto os trabalhadores aguardam interlocução do prefeito junto ao sindicato patronalParalisação foi prorrogada em 48h enquanto os trabalhadores aguardam interlocução do prefeito junto ao sindicato patronal

Após o anúncio, os ônibus da capital potiguar não tiveram alteração em seu funcionamento na manhã desta terça-feira, com o funcionamento de 70% da frota atual, em virtude de decisão judicial.

O sindicato comunicou aos motoristas a nova deliberação em vídeo divulgado nas redes sociais. Na ocasião, o presidente em exercício do sindicato, Júnior Bacurau, e o diretor executivo, Arnaldo Dias, explicam as circunstâncias para que a paralisação dos trabalhos fosse prorrogada. "O prefeito nos convidou pedindo que a gente desse um prazo de 48h para que ele buscasse a solução do problema. Então estamos prorrogando a greve", explicou Dias.

A cobrança dos trabalhadores é com relação a benefícios que não estariam sendo pagos desde abril, quando a última convenção coletiva da categoria se encerrou. Somados, tais benefícios como vale alimentação e plano de saúde chegam a pouco mais de R$ 400.

Memória
Desde o início da pandemia, os trabalhadores rodoviários já realizaram uma série de paralisações das atividades, entre elas uma greve. Em abril, após as demissões de funcionários (a sua maioria cobradores), os trabalhadores cruzaram os braços em forma protesto contra as baixas.

Em maio, a cena voltou a se repetir, com o presidente do Sintro à época, Júnior Rodoviário, falando sobre "direitos que vinham sendo desrespeitados".  Os trabalhadores ameaçavam paralisar de forma definitiva as atividades, cobravam reunião com o prefeito Álvaro Dias para que fosse feita uma interlocução junto ao sindicato patronal que por sua vez cobrava incentivo fiscal do executivo municipal.

Em junho, novo protesto. Os rodoviários seguiam cobrando reunião com prefeito Álvaro, até que, no dia 22, deram início a greve, reclamando sobre o não pagamento dos benefícios. A Prefeitura do Natal foi à Justiça para que fosse decretada ilegalidade da greve, alegando que o Sintro não havia observado as garantias mínimas do serviço público de transporte, considerado essencial. A greve foi encerrada e os trabalhadores voltaram às ruas.

Em setembro, a Câmara Municipal aprovou a redução em 50% da alíquota do ISS que incide nas tarifas do transporte público. O Governo do Estado, em acordo firmado com o próprio executivo, também se prontificou em reduzir o ICMS que incide sobre o diesel e biodiesel, utilizados pelos veículos do transporte rodoviário.