Brasil
Treinadores de futebol se tornam produto de exportação de Portugal para o mundo
Publicado: 15:03:00 - 18/01/2022 Atualizado: 15:08:17 - 18/01/2022
O investimento na formação profissional é uma das principais causas para Portugal ter se tornado um importante centro exportador global de técnicos de futebol. Atraídos pela promessa de glória e contratos milionários, portugueses comandam times em todas as partes do mundo, colecionando troféus de campeões de ligas poderosas, como a da Inglaterra, Espanha, França e Itália.

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Além disso, destacam-se como vencedores de torneios continentais, a exemplo de Abel Ferreira, bicampeão da Libertadores com o Palmeiras, e de Leonardo Jardim, que conquistou a Liga dos Campeões asiática, em novembro, à frente do time saudita Al-Hilal.

Enquanto a maioria dos clubes brasileiros permaneceu fechada, apostando em jogadores convertidos em treinadores, os portugueses incrementaram o intercâmbio com outras praças do futebol mundial. Essa troca de experiência resultou no desenvolvimento de metodologias que abrangem a formação integral do técnico de futebol. Os organizadores de cursos partem do princípio de que é preciso incorporar o melhor dos dois mundos, de dentro e de fora do campo, na preparação do treinador, visando a potencializar o seu desempenho profissional.

Com isso, se nas décadas de 1990 e 2000 técnicos brasileiros eram requisitados por clubes lusitanos - Luiz Felipe Scolari, por exemplo, dirigiu a seleção portuguesa de 2003 a 2008 e torcedores, profissionais e imprensa são unânimes sobre sua importância para o futebol do país -, essa relação inverteu-se nas últimas temporadas. Agora são os portugueses quem dão as cartas.

De certa forma, Jorge Jesus abriu o caminho aos conterrâneos pelo sucesso que fez no Flamengo, clube que este ano investiu em mais um treinador português, Paulo Sousa.

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