Tribuna chega aos 71 anos transmitindo credibilidade e confiança

Publicação: 2021-03-24 00:00:00
Cláudio Oliveira
Repórter 

Numa sexta-feira, 24 de março de 1950, a primeira edição do jornal TRIBUNA DO NORTE começou a circular em Natal. Idealizado pelo jornalista, ex-governador, ex-deputado federal e ex-ministro de Estado Aluízio Alves, o jornal já nasceu com o propósito de profissionalizar o jornalismo na capital potiguar, para melhor informar a população com maior credibilidade, função que tem sido abraçada cada vez mais pelo periódico que, hoje, completa 71 anos de existência e precisou se adaptar para continuar a oferecer aquilo a que se propôs há de mais de sete décadas. Conseguiu avançar. Atualmente, a TN, principal jornal do Rio Grande do Norte, tem a liderança no mercado, credibilidade e confiança dos potiguares.

Créditos: Alex RégisParque gráfico da Tribuna permite a impressão do jornal diário com mais rapidez e qualidadeParque gráfico da Tribuna permite a impressão do jornal diário com mais rapidez e qualidade

Na metade do século 1920, Aluízio trazia para o Estado um novo ideal de fazer jornalismo, fruto de sua experiência no jornal Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, que era dirigido por Carlos Lacerda. Ele se mobilizou para que, antes mesmo de ser criada a faculdade de jornalismo, os trabalhadores do jornal se profissionalizassem para melhor informar as notícias à população.

"Havia essa preocupação de fazer a técnica do jornalismo. A Tribuna protagonizou um estilo mais elaborado, fazendo com que os profissionais vivessem e se dedicassem ao jornalismo”, conta o ex-diretor de redação da Tribuna do Norte, Carlos Antônio Peixoto, que trabalhou por dois períodos distintos na empresa, entre 1984 e 1989 e, depois, de 1994 a 2018, executando diversas funções, de repórter a diretor de jornalismo.

Para Peixoto, ao longo dos anos, apesar de cobrir fatos marcantes na história do povo potiguar, como crimes que chocaram a sociedade, decisões e eventos políticos, bem como mudanças na economia e no esporte, a TRIBUNA se destaca pelas grandes reportagens. “É conhecido como jornal de grandes coberturas, como ‘os caminhos da seca’, quando a equipe percorreu várias cidades do interior mostrando a realidade da seca, a série “mapa da fome”, as enchentes, os cadernos especiais, como a transposição do Rio São Francisco, ainda no Governo de Fernando Henrique e série sobre os bairros de Natal nos seus 400 anos, que foi complementada com o seminário internacional que promovemos sobre a cidade”, destacou.

Para a jornalista e ex-diretora de redação da TN, Cledivânia Pereira , hoje em Portugal, a Tribuna do Norte chega aos 71 anos em meio ao maior desafio da sua história: transformar a credibilidade e liderança da audiência (na versão impressa e online) em um modelo de negócio sustentável. “Nos últimos 20 anos, quando a transformação digital atravessou forte e aceleradamente o modelo de negócio que sustentava a indústria da comunicação em todo o mundo, a redação da TN conseguiu, mesmo sem muitos investimentos, ampliar exponencialmente sua relevância na sociedade. Graças à aguerrida e competente equipe da redação, e da autonomia na tomada de decisão, a audiência do site passou de milhares para milhões e continua crescendo”, disse ela.

Ao longo do ano passado, durante a cobertura da pandemia, cita Cledivânia, todos os recordes de audiência foram batidos: mensal, semanal, diário e anual. E a empresa consegue ser líder isolado na distribuição de todas as redes sociais entre veículos de comunicação do RN. “Digo sempre que a TN é um dos poucos veículos do Estado que tem passado, presente e futuro”, afirma.

Novo visual
A grande transformação na estrutura do jornal aconteceu a partir de 1996 com a implantação de um novo projeto gráfico e editorial, baseado em grandes jornais impressos de outras capitais, que se consolidou no início dos anos 2000. O visual do jornal não passava por mudanças desde a década de 1980.

“Não era só a forma de produzir a notícia, mas também o formato organizacional. Houve a depuração do engajamento político partidário, profissionalizando ainda mais a redação”, relembra Carlos Peixoto.

Esta é uma das principais e mais importantes mudanças que fizeram a TRIBUNA DO NORTE evoluir, segundo o jornalista e escritor Osair Vasconcelos, que dirigiu a redação no período. “O enfoque político mudou. Até então, a Tribuna tinha uma tiragem bem menor do que seu principal concorrente, o Diário de Natal, e aumentou. A partir dali ficava mais claro que o jornal não estava a serviço de um grupo político, por mais que seus proprietários tivessem cargos eletivos", relembrou Osair.

 Osair Vasconcelos, que permaneceu à frente da redação do jornal até o final de 1997, explicou que o novo projeto mudou a linguagem fotográfica, a diagramação e a forma de apurar a notícia. Um fator que contribuiu para a mudança gráfica foi a informatização que estava chegando às redações. O editor de artes da TN, Carlos Bezerra, explicou que o jornal foi pioneiro com esse projeto, deixando para trás o visual antigo. “O novo projeto gráfico da Tribuna ganhou elementos, como infográficos, fotografias mais valorizadas, que harmonizados tornavam a matéria visualmente mais atrativa”, relembrou.