Tribunal mudou só 7,5% das penas para absolvição

Publicação: 2020-10-31 00:00:00
As estatísticas não são favoráveis a Robinho no caso de estupro coletivo. O jogador, que foi condenado a nove anos de prisão no julgamento em primeira instância, tem sua próxima audiência agendada para o começo de dezembro. Entretanto, o histórico de sentenças em segunda instância no Tribunal de Milão, onde o processo está em andamento, aponta para a confirmação da pena.

Créditos: Santos FCRobinho perdeu patrocínio e o contrato com Santos foi suspensoRobinho perdeu patrocínio e o contrato com Santos foi suspenso

De acordo com dados disponíveis no site do Ministério da Justiça italiano, dentre todos os casos penais julgados em segunda instância no período de 2011 a 2019, aproximadamente 7,5% das condenações foram convertidas em absolvição. Em contrapartida, 44,3% das penalidades foram mantidas. Nos 48% dos casos restantes, ou a inocência da primeira instância foi mantida ou réus antes considerados inocentes foram condenados. Os números são referentes a Milão.

O caso está sob responsabilidade das autoridades italianas desde 2013. De acordo com as investigações, Robinho e cinco amigos teriam estuprado uma jovem albanesa em um camarim da boate milanesa Sio Café, onde ela comemorava seu aniversário. O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan. Além da pena de nove anos, o atacante deve pagar à vítima uma indenização de R$ 400 mil (60 mil euros) caso a sentença seja mantida. Robinho alega ser inocente e ter feito sexo consentido com a mulher.

A Globo revelou detalhes da sentença condenatória em primeira instância. Transcrições de interceptações telefônicas.