Natal
Tropa está abalada emocionalmente para sair às ruas
Publicado: 00:00:00 - 05/01/2018 Atualizado: 00:48:23 - 05/01/2018
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Osmar de Oliveira, está percorrendo os batalhões para analisar e discutir as reivindicações da tropa e que pendências estão impedindo a circulação das viaturas da corporação nas ruas de Natal, região metropolitana e Mossoró. Nas primeiras horas de ontem, o coronel começou a conversar com o efetivo natalense em busca de restabelecer os serviços, limitados desde o dia 19 de dezembro, data que foi iniciado o movimento de aquartelamento. Desde então, poucos PMs foram às ruas. Estão realizando serviços internos dentro dos batalhões.

Após percorrer o 5º Batalhão, na zona Sul de Natal, e o 4º Batalhão, que cobre a zona Norte da capitão potiguar, o comandante afirmou à TRIBUNA DO NORTE que a tropa não tem condições psicológicas para exercer o trabalho de policial militar. “A tropa está sensível e abalada emocionalmente. Isso é fato público e notório. Essa é a realidade”, disse o comandante. “Nós trabalhamos armados, uma tropa armada. Para atender bem a sociedade, é preciso que o policial esteja emocionalmente equilibrado. E o que eu constatei hoje e, venho constatando já há alguns dias, é que o estado emocional é uma dificuldade a mais para o atendimento de ocorrências”.

Ainda de acordo com o coronel Osmar, somente 31 viaturas saíram na região metropolitana de Natal nesta quinta-feira. O número é menor do que foi observado na quarta-feira, quando 59 saíram as ruas. Em relação ao contingente de policial, ele afirmou que não há como precisar quantos homens estão fazendo o trabalho ostensivo porque “a tropa está tensionada e muito abalada psicologicamente. É muito variado quantos homens estão saindo dia a dia para o trabalho ostensivo”.

A TRIBUNA DO NORTE esteve no 4º Batalhão, quando o coronel Osmar se reunia com os militares. Em um círculo feito no estacionamento da unidade, com o comandante-geral ao centro, os militares elencavam as reclamações e ouviam do superior as respostas.À tropa, ele disse estar fazendo o possível para resolver a questão de salários atrasados e das condições de trabalho deficitárias.  Segundo informações da assessoria de imprensa da corporação, as visitas pelos batalhões devem continuar hoje (5).

“A PM está buscando as alternativas mais rápidas a partir dos recursos que dispõe", explicou o tenente-coronel Eduardo Franco, do setor de comunicação da PM.

Entre as alternativas imediatas, a PM está fazendo o levantamento sobre todas as viaturas locadas e que estão sem condições de circular para que seja providenciado o conserto ou substituição. Há a expectativa, segundo a assessoria de imprensa da corporação, que até o final deste mês 50 viaturas novas substituam veículos com problemas mecânicos.

Além disso, o comandante Osmar de Oliveira também tratou anteontem com o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, sobre os atrasos na documentação das viaturas, principalmente com relação ao seguro obrigatório. Segundo a PM, o secretário disse que buscará uma solução imediata para regularizar os veículos. “Estamos tentando otimizar meios para que a gente venha a prover as nossas deficiências mais evidentes, e estamos fazendo com isso com os recursos da PM", explicou tenente-coronel Eduardo Franco.


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