Trump assina lei que reformula sistema de imigração no país

Publicação: 2017-08-03 00:00:00 | Comentários: 0
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (2) uma lei que reformula o sistema de imigração no país. Ao lado dos senadores republicanos Tom Cotton e David Perdue, o republicano afirmou que a lei RAISE é destinada a criar um sistema de imigração baseado em habilidades que tornarão os EUA mais competitivos, aumentará os salários os trabalhadores americanos e criará empregos para americanos.

A legislação limita o número de green cards disponíveis anualmente para refugiados, trazendo o número para perto da média da era George W. Bush e do primeiro governo de Barack Obama. A RAISE Act pretende reduzir a imigração total nos EUA em 41% no primeiro ano e em 50% no décimo ano.

Trump pretende reduzir em 50% a imigração total nos EUA
Trump pretende reduzir em 50% a imigração total nos EUA

"No momento, apenas um em cada 15 imigrantes vem para cá devido às suas habilidades e não priorizamos os imigrantes altamente qualificados", disse Tom Cotton. O senador ainda disse que a lei irá reorientar o sistema de green card para pessoas que tenham inglês fluente, alto grau de educação e sejam "excelentes em suas áreas de atuação".

Trump afirmou que deseja uma imigração mais qualificada nos EUA e que a reforma no green card dará mais empregos aos trabalhadores americanos, acabando com a "migração em cadeia" e substituindo um sistema "pouco qualificado de imigração". O presidente argumentou que as famílias americanas em dificuldades merecem um sistema que as coloque em primeiro lugar.

A máxima histórica do índice Dow Jones, que ultrapassou, pela primeira vez, os 22 mil pontos nesta quarta-feira, também foi alvo de comentários de Trump. "O mercado de ações atingiu os 22 mil pontos hoje e ele irá subir ainda mais", disse Trump, afirmando, também, que o crescimento dos EUA é bastante forte, como o seu governo previa e, por isso, ele não se sente surpreso.

Sanções
Ontem, também, o presidente dos Estados Unidos emitiu comunicado onde confirma que assinou uma medida que impõe sanções contra o Irã, a Coreia do Norte e a Rússia. No entanto, o republicano ponderou ao dizer que o projeto do Congresso é "falho", por invadir a autoridade do Poder Executivo.

"Eu serei a favor de medidas para punir e deter o mau comportamento dos regimes desonestos de Teerã e de Pyongyang. Eu também apoio deixar claro que os EUA não irão tolerar interferências em nosso processo democrático, e que iremos, ao lado de nossos aliados e amigos, lutar contra a subversão e a desestabilização russas", disse o presidente no comunicado.

Trump comenta que, na primeira vez que o projeto foi introduzido, expressou preocupações ao Congresso sobre as muitas maneiras que ele "invadiria indevidamente o Poder Executivo", sobre as desvantagens às empresas americanos e sobre possíveis prejuízos aos interesses de aliados europeus. Com isso, o republicano diz que tentou trabalhar com o Congresso para tornar a medida melhor. "A linguagem aprimorada também reflete os comentários de nossos aliados europeus, que têm sido parceiros firmes nas sanções contra a Rússia em relação às sanções energéticas previstas na legislação."

O presidente ponderou que o projeto permanece "seriamente falho, particularmente porque invade a autoridade do Executivo", mas, apesar dos problemas, "estou assinando esse projeto de lei por conta da unidade nacional. Representa a vontade do povo americano ver a Rússia tomar medidas para melhorar as relações com os EUA. Esperamos que haja cooperação entre os dois países em questões mundiais importantes para que essas sanções não sejam mais necessárias".

Segundo Trump, o projeto envia uma mensagem clara ao Irã e à Coreia do Norte que o povo americano não irá tolerar o comportamento "perigoso e desestabilizador" dos dois países e que os EUA continuarão a trabalhar em estreia colaboração com aliados para "verificar as atividades malignas desses países".

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