Tumulto em plenário

Publicação: 2019-11-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O ambiente está cada vez mais conturbado entre os deputado governistas e de oposição na Assembleia Legislativa. Ontem, a sessão em plenário teve momentos de tumulto, bate-boca e chegou a ser interrompida diante do acirramento do debate.  A discussão iniciou quando o deputado Coronel Azevedo (PSC) tentou veicular um vídeo no qual um vereador de João Câmara critica o governo estadual. Os deputados George Soares (PL) e Francisco do PT não gostaram e pediram para que Azevedo fosse interrompido. O deputado Vivaldo Costa (PSD) alegou que o pronunciamento de Coronel Azevedo estava com o tempo esgotado e passou a palavra ao próximo orador, George Soares. Getúlio Rêgo (DEM) reagiu e o tumulto se generalizou. Foi preciso interromper a sessão para que os deputados se acalmassem e as atividades em plenário fossem retomadas.

Diálogo com secretários
O deputado Galeno Torquato (PSD) disse ontem, em plenário, que foi procurado pelos secretários Raimundo Alves (Gabinete Civil) e Fernando Mineiro (Gestão de Projetos e Relações Institucionais). Ele fez a revelação em uma resposta ao deputado Raimundo Fernando (PSDB). Galeno Torquato disse que Raimundo Fernandes não teria como impedir se resolvesse aderir à base aliada do governo.

Opinião sobre congelamento
A maior parte da população discorda da tentativa do governo federal de congelar o salário de servidores públicos federais como uma medida para conter os gastos em tempos de crise. Os dados são da pesquisa XP Ipespe, divulgada nesta quarta. Por ela, 57% dos entrevistados dizem que o governo deveria continuar reajustando os salários. Outros 36% concordam com a medida emergencial. A pesquisa mediu ainda a percepção da população sobre a demissão dos servidores. O governo defende a flexibilização das demissões, que hoje são muito burocráticas. A pesquisa mostra um equilíbrio nas posições. Para 46%, as normas atuais são negativas, por incentivarem a baixa produtividade. Outros 41% consideram as regras positivas ao impedirem demissões por razões políticas.

Flexibilização do desligamento
Ao serem questionados sobre a flexibilização das regras de desligamento dos servidores públicos em tempos de crise, 52% concordam. E outros 39% defendem a manutenção das regras atuais. Segundo o levantamento, a percepção da população entrevistada é de que os servidores públicos trabalham menos (59%) e ganham mais (52%) do que os trabalhadores da iniciativa privada. A pesquisa mostra também que o conhecimento sobre o pacote de reformas estruturais apresentado no início deste mês é limitado. Pouco mais da metade dos entrevistados (55%) conhece o conjunto de medidas. Entre estes, 57% dizem que vão na direção correta. A pesquisa ouviu 1.000 pessoas, nos dias 6, 7 e 8 de novembro. A margem de erro máxima é de 3,2 pontos percentuais.

Pronunciamento da oposição
O deputado estadual Tomba Farias (PSDB) fez um contundente discurso contra a administração estadual, ao apontar que, passados onze meses  da atual gestão, “o Rio Grande do Norte não tem nada a comemorar”.   Enfatizado que o orçamento 2019 foi relatado pelo deputado Fernando Mineiro (PT), que hoje é auxiliar de governo, Tomba Farias disse que “a governadora Fátima Bezerra não honrou os débitos do governo com funcionalismo, que ainda não recebeu os décimos terceiros salários dos anos de 2017 e 2018, além dos salários de novembro e dezembro”.  “As estradas estão acabadas e continuam esburacadas, como acontece em Coronel Ezequiel e Jaçanã, que tem a 'curva da morte', onde já morreram várias pessoas. Fiz vários discursos pedindo providências, mas nunca fui ouvido”, disse.

Habitação no RN 
A Assembleia Legislativa terá hoje, às 14h, uma audiência pública para debater “A questão habitacional no RN”. Proposto pelo deputado Francisco do PT, “o debate busca soluções em torno do problema da moradia popular que se agravou após os cortes de recursos no Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’”.





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