Twitter: governadores, deputados e senadores condenam pronunciamento de Bolsonaro

Publicação: 2020-03-25 07:48:00
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O pronunciamento nacional de rádio e televisão feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira (24) foi recebido por uma série de críticas de políticos no Twitter. No discurso, Bolsonaro criticou a quarentena imposta por Estados pelo coronavírus e defendeu a volta do País à "normalidade".

Créditos: ReproduçãoJair Bolsonaro elogiou as ações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no planejamento estratégico de esclarecimentoJair Bolsonaro elogiou as ações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no planejamento estratégico de esclarecimento

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apontado como possível adversário de Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais, o pronunciamento "mostra que há poucas esperanças" de que o presidente "possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República". "Os danos são imprevisíveis e gravíssimos", criticou. Dino anunciou também que manterá no Maranhão "todas as providências preventivas e de cuidado em face do coronavírus".

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que Bolsonaro é "desconectado das orientações dos cientistas do mundo e das ações do Ministério da Saúde". Casagrande afirmou que o presidente "confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e municípios, menospreza os efeitos da Pandemia". "Mostra que estamos sem direção", tuitou.

A líder do PSL na Câmara e ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), chamou o presidente de "irresponsável, inconsequente e insensível" e que ele "erra e se orgulha do erro estúpido". "Em relação ao pronunciamento do PR sobre o CORONAVÍRUS concluo: @jairbolsonaro foi IRRESPONSÁVEL, INCONSEQUENTE E INSENSÍVEL! O Brasil precisa de um LÍDER com sanidade mental. Todas as chances que o PR teve de acertar ele mesmo jogou fora. ERRA E SE ORGULHA DO ERRO ESTÚPIDO", publicou.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou que o discurso foi "gravíssimo" e põe "todo o País em risco" . O deputado David Miranda (PSOL-RJ) afirmou que o discurso "impõe uma tarefa de sobrevivência a todos". "É uma questão de vida ou morte derrubá-lo. É tirar Bolsonaro para salvar o País", afirmou.

Para o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), a fala foi "uma calamidade política, desrespeita orientações da comunidade científica, das ações do ministro da Saúde, do planeta".

O deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) disse que o pronunciamento presidencial foi "uma postura irresponsável num momento que exige seriedade máxima". O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tuitou que Bolsonaro "passou de todos os limites" e que "agora é hora de o Congresso agir".

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) escreveu que Bolsonaro, "com suas palavras irresponsáveis, demonstra total desprezo por quem pode morrer". O senador Angelo Coronel (PSD-BA) escreveu que Bolsonaro "está brincando com a saúde do povo brasileiro".

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o presidente "poderia ter usado o pronunciamento desta noite para tentar restaurar sua legitimidade no cargo", mas que "perdeu a oportunidade". "Esse governo chegou ao fim. Não tem mais salvação", tuitou.

O ex-prefeito de São Paulo e adversário de Bolsonaro nas últimas eleições, Fernando Haddad (PT), escreveu num tuíte que o presidente "apostou milhares de vidas e a própria Presidência nesse pronunciamento". "Qualquer que seja o desfecho, vai custar caro ao País", apontou.

Ex-candidato a presidente nas mesmas eleições, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos declarou que Bolsonaro não apresentou nenhuma nova medida no pronunciamento. "O Brasil é governado por um homem perturbado com teorias da conspiração, mas que agora ameaça criminalmente a vida de milhões de pessoas", escreveu.

Estadão Conteúdo




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