Economia
UFRN é líder em empreendedorismo das regiões Norte e Nordeste em 2021
Publicado: 00:00:00 - 16/01/2022 Atualizado: 13:50:50 - 16/01/2022
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi considerada a instituição de ensino superior mais empreendedora das regiões Norte e Nordeste no ano de 2021. No ranking, que engloba 126 universidades federais, estaduais, comunitárias e particulares, a instituição ficou na 6º colocação nacional. Esse foi o melhor desempenho da faculdade potiguar no Ranking de Universidades Empreendedoras, organizado pela Brasil Júnior. A sessão solene aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília, e contou com a presença do reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo.
Adriano Abreu
Maior instituição de ensino superior do RN, universidade contabiliza 900 alunos participando das iniciativas de empresas Juniores

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“Esse resultado comprova que os esforços desenvolvidos nos últimos anos contribuíram efetivamente para fomentar o empreendedorismo na UFRN, com apoio institucional para o fortalecimento das empresas juniores”, celebrou o reitor à época da premiação, no último dia 8 de dezembro.

Entre todas as regiões do País, a UFRN só ficou atrás da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade de São Paulo (USP); Universidade Federal de Viçosa (UFV); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

Sancionada em 2016, a Lei das Empresas Juniores (nº 13.267) tornou mais fácil e atraente empreender ainda na universidade. O texto esclarece quem pode abrir uma empresa júnior, em quais termos e com quais objetivos, além de vedar qualquer fim lucrativo por parte das organizações.

Em seu artigo 2º, a legislação define a empresa júnior como “entidade organizada nos termos desta Lei, sob a forma de associação civil gerida por estudantes matriculados em cursos de graduação de instituições de ensino superior, com o propósito de realizar projetos e serviços que contribuam para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos associados, capacitando-os para o mercado de trabalho”.

Dessa forma, os alunos-empreendedores ficaram legalmente respaldados para prestar serviços, enquanto clientes passaram a saber exatamente o que esperar ao contar com os serviços de uma empresa júnior. O grau de especificação, bem como a experiência dos prestadores de serviço, ganharam em transparência.

Com a lei, ficou definido que esta modalidade de negócio deve ser registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Ela também é, necessariamente, vinculada a uma instituição de ensino superior. Assim, há o espaço para a inovação de jovens talentos, mas também existe o suporte de uma instituição.

Mirando o futuro
De acordo com a Central de Empresas Juniores, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (Proex/UFRN), as empresas juniores da instituição se mantiveram ativas durante o isolamento social para conter a covid-19. Confira a atuação de algumas experiências da instituição:

59 MIL (Publicidade e Propaganda): Realiza diagnósticos e consultorias on-line. Os diagnósticos têm a finalidade de reconhecer os problemas e entender o cenário em que a empresa se encontra para que seja prestada ajuda, na qual são traçados planos de ação para sanar dificuldades e passar por pela pandemia da forma mais sustentável possível. A ação busca potencializar a comunicação das empresas, além de desenvolver novas formas de atuação no mercado, adaptando os processos para o meio online.

 Acont (Contabilidade): Realiza diagnósticos e está à disposição para auxiliar aqueles que compõem 99% das empresas no Brasil, ou seja, micro e pequenos empresários. A interpretação da saúde financeira é analisada a partir dos dados contábeis, financeiros e econômicos do negócio, a fim de serem traçadas estratégias que sejam assertivas no cenário atual e auxiliem na tomada de decisões do gestor.

 Apta (Psicologia): Elaboração de conteúdo com orientações de como se manter produtivo no trabalho home office, como manter a equipe engajada e como gerenciar a força de trabalho.

 AdmConsult (Administração): Produz conteúdo sobre a importância de as empresas tomarem conta do seu maior patrimônio, que são as pessoas, com destaque para a relevância de buscar manter os seus colaboradores felizes e saudáveis.

 Biomedic (Biomedicina) – Elabora conteúdos sobre o novo coronavírus, destacando as explicações sobre o que já se sabe, como o contágio, a prevenção e as alterações laboratoriais apresentadas de pacientes com a Covid-19. Elaborou também um material de orientações para a comunidade acadêmica de como pode ser aproveitado o tempo livre nesse período de quarentena.

 Cápsula Júnior (Farmácia) – Orientações para a comunidade em geral sobre os cuidados a serem implementados para evitar o contágio na pandemia do novo coronavírus, inclusive sobre o uso de máscaras os sintomas que identificam que a pessoa contraiu a covid-19.

 CTJ (Engenharia Têxtil): Disponibiliza conteúdo sobre a importância do uso de máscaras como método de proteção ao contágio do novo coronavírus, assim como orienta na elaboração das máscaras, informando sobre os tecidos e modelos mais adequados para confecção.

 Ecosin (Ecologia e Biologia): Oferta conteúdo sobre a relação da covid-19 com o meio ambiente, demonstrando o impacto dos descartáveis e orientando como as pessoas devem realizar o descarte correto das máscaras, inclusive lembrando que as máscaras de tecido, recomendadas pelo Ministério da Saúde, são mais sustentáveis.

 Edifique (Arquitetura e Engenharia Civil): Oferece cursos e capacitações on-line nas áreas de Engenharia Civil e Arquitetura, tais como: projeto elétrico, projeto hidráulico, projeto sanitário, projeto de drenagem, ambientação e uso de Autocad.
Magnus Nascimento
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EJECT (Ciência e Tecnologia): Dá esclarecimentos e orientações para que as pessoas saibam como lidar com as fake news durante o período de pandemia.

 Produtiva Júnior (Engenharia de Produção): Elabora conteúdos para ajudar gestores e colaboradores a pensar em ações que possibilitem efetividade nas atividades realizadas neste período, bem como iniciativas que permitam a manutenção dos resultados almejados, garantindo eficiência ao negócio. Em um momento que requer maior capacitação e inovação, a Produtiva trabalha para ajudar a mostrar meios que facilitem às organizações uma adaptação em meio à crise.

Bate Papo com Kleber Cavalcante de Souza - Coordenador da Central de Empresas Juniores da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Proex/UFRN)

O que representa para o estado o título de instituição mais empreendedora no Norte e Nordeste da UFRN?
As pessoas não têm noção de como isso é importante e é interessante que a sociedade saiba disso, dessa grandiosidade do ranking também. O ranking avalia as universidades do ponto de vista qualitativo e quantitativo com indicadores. Por exemplo, ele avalia a quantidade de patentes, se a universidade tem parque tecnológico, se tem um setor para trabalhar inovação, se a universidade facilita experiências internacionais, se tem empresas financiando ações de empreendedorismo e por aí vai. Nesse sentido, a UFRN é a sexta do país, então isso representa muito.

Como funciona esse movimento hoje na UFRN? Como o aluno pode participar? 
Hoje são em torno de 900 alunos que participam na UFRN. Essa participação é voluntária, as próprias empresas juniores fazem uma seleção dos alunos, que participam de forma voluntária. Essas empresas são associações de formação empreendedora gerenciadas pelos alunos e têm CNPJ próprio. No entanto, a lei de 2016 estabeleceu que elas só serão consideradas EJ se a universidade reconhecê-las como tal e aí existe um credenciamento. As empresas podem cobrar pelos serviços, mas os alunos não podem ter a visão do lucro.

Os alunos estão procurando participar mais desses projetos? Quais são as áreas de maior interesse?
Tem empresas que são mais maduras do que outras. Então essas que estão atuando há mais tempo ou de cursos que tem uma demanda maior no mercado são as que tem uma maior demanda de participação. Nos últimos cinco anos a gente teve um movimento crescente, principalmente na UFRN, que tem se destacado constantemente nesse ranking das universidades empreendedoras. Tem crescido ultimamente o surgimento de empresas juniores na área da saúde, uma das primeiras empresas de medicina do Brasil foi fundada na UFRN, está sendo fundada agora a de odontologia, tivemos também a primeira empresa júnior de gestão hospitalar. Além disso, temos também a de farmácia que já é bem tradicional.

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