UFRN suspende licitação de obra do Hospital da Mulher

Publicação: 2019-05-23 00:00:00 | Comentários: 0
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O processo de construção do Hospital da Mulher, na zona Norte de Natal, está suspenso por tempo indeterminado. O fato ocorreu por causa do  bloqueio de investimento vinculado às emendas parlamentares, pelo Governo Federal, de R$ 5,6 milhões. De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a medida inviabilizará o lançamento da licitação para a obra, que estava previsto para ocorrer até o final de 2019.

A área do terreno cedido pela Prefeitura é de 16,5 metros quadrados no conjunto Santa Catarina, Potengi, na Zona Norte
A área do terreno cedido pela Prefeitura é de 16,5 metros quadrados no conjunto Santa Catarina, Potengi, na Zona Norte

A lei municipal que trata da doação do terreno, publicada em 12 de março de 2018, estabelece prazo de 18 meses para que as obras sejam iniciadas, sob pena de devolução do terreno. Esse prazo expira em setembro deste ano. A Procuradoria Geral do Município (PGM) esclarece, no entanto, que esse prazo pode ser modificado por iniciativa do Poder Executivo, através do envio de um novo projeto de lei à Câmara Municipal de Natal. Algo comum, nesses casos, e que após a aprovação do Legislativo o referido terreno voltaria à disponibilidade da UFRN.

Com a previsão de criar 220 novos leitos, a construção do Hospital da Mulher está orçado em R$ 160 milhões. A bancada federal do Rio Grande do Norte e os reitores das Instituições Federais de Ensino no RN se reuniram com o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na última segunda-feira. Na ocasião, a reitora da UFRN, Ângela Paiva, tentou reverter a situação dos valores referentes ao Hospital da Mulher, bem como a situação do bloqueio orçamentário, sem sucesso.  “Significa a paralisação do processo para licitar e executar a obra. A conseqüência é um atraso na contribuição que a UFRN pode dar para saúde da mulher, num setor tão precarizado no RN”, lamentou a reitora.

O bloqueio, de acordo com a assessoria de comunicação da UFRN, ocorreu antes da medida realizada neste mês de maio, de corte de 32% de verbas de custeio para a universidade. A  construção do Hospital da Mulher foi uma iniciativa capitaneada pela UFRN desde o ano de 2017 e garantiu o terreno para a construção das instalações, fruto de doação da Prefeitura de Natal, em abril passado.

A área do terreno doado é de 16.500m² no conjunto Santa Catarina, Zona Norte de Natal, região na qual a UFRN não possui unidade.  

O hospital universitário será campo para formação de profissionais de saúde, polo de desenvolvimento de pesquisas e principal referência assistencial para os cerca de 400 mil habitantes da região, que passarão a contar com 220 leitos ginecológicos e obstétricos e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) materno e neonatal.

O terreno que sediará a unidade fica localizado no bairro Potengi. O hospital terá uma importância fundamental na assistência médica e hospitalar das mulheres de Natal, região metropolitana e municípios circunvizinhos. O valor educacional do equipamento também é enorme, já que servirá para pesquisa, extensão e ensino servindo aos cursos da área de saúde da UFRN. A previsão era de que a construção durasse três anos.

Inauguração IMT
A nova unidade do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que será inaugurada nesta-feira (24), atuará no atendimento, estudo, pesquisa e prevenção de doenças infecciosas e infectocontagiosas. De acordo com a diretoria do IMT, o equipamento receberá aproximadamente 80 mil atendimentos clínicos por ano.

O local atuará em parceria com o Hospital Giselda Trigueiro – em área ao lado, referência em tratamento de doenças infecto contagiosas.  Criado em 2014, o instituto foi o primeiro da Região Nordeste com foco em pesquisa clínica de doenças de clima tropical, tais quais Doença de Chagas, Hanseníase e Leishmaniose.

Números
220 novos leitos estão previstos no projeto do hospital da Mulher a ser construído na Zona Norte de Natal.

R$ 160 milhões é o valor orçado para a obra a ser realizada pela UFRN em área cedida pela Prefeitura de Natal.










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