Um PIB de -4,1%

Publicação: 2021-03-04 00:00:00
Luiz antônio felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

O PIB brasileiro encolheu 4,1% em 2020 (R$ 7,7 trilhões), no pior resultado desde 1996, mas no quarto trimestre teve alta de 3,2%, acima do esperado pelo mercado, mas não o suficiente para compensar as perdas do ano marcado pela pandemia. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, o PIB apresentou retração de 1,1%, contra expectativa de queda de 1,6%. Para o governo, as ações de proteção à economia evitaram queda superior de 9% do PIB. O consumo das famílias caiu 5,5% e o investimento recuou 0,8%. O PIB per capita alcançou R$ 35.172, em 2020, o maior recuo da série.

SINALIZAÇÃO 
A queda menor do PIB, em relação ao que era esperado e, a reação no quarto trimestre, sinalizava que a expansão de 3,5% em 2021 estava praticamente garantida. Mas, a nova onda do Covid-19 pode estragar esse resultado. Para voltar a crescer ou manter esse ritmo de expansão do quarto trimestre/2020, o Brasil precisa: 1) Reformas; 2) Aumentar a taxa de investimentos e 3) Reduzir o desemprego para o consumo das famílias crescer.  

SETORES
O PIB da agropecuária cresceu 2%. Já o Índice GS1 de Atividade Industrial, calculado mensalmente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, demonstra que o lançamento de produtos da indústria de transformação brasileira recuou 9,4% em 2020 devido à crise econômica provocada pela pandemia.

MAIOR
O PMI Composto do Brasil - Índice de Gerentes de Compras - sobe para 49,6 em fevereiro, diz a IHS Markit. Uma alta puxada pela forte e acelerada expansão da produção manufatureira, já que o segmento de serviços, que também compõe o indicador, registrou leve alta, para 47,1. Já o Índice de atividade do setor de serviços caiu a 55,3 em fevereiro.

OSCILAÇÕES 
O mercado continua operando com elevada volatilidade. O preço do barril de petróleo cotado por US$ 61,21 teve alta expressiva de + 2,44%. O dólar a R$ 5,66 quase estável em 0,03% e o euro a R$ 6,827, queda de -0,28%. A bolsa teve uma queda de -0,40% a 111.095 pontos.

REIVINDICAÇÕES DOS EMPRESÁRIOS 
Os empresários do RN representados pela Fecomércio, Sebrae e entidades do turismo fazem reivindicações ao Governo e prefeituras de cidades turísticas para tentar amenizar a crise, no setor de bares e restaurantes. Alegam que o momento delicado, com praticamente 40% das empresas quebradas e um cenário duvidoso pela frente. Querem amenizar “o sufoco e permitir que estas empresas e os empregos que elas geram possam sobreviver”. São pleitos 
fiscais e tributários”.

PREFEITURA 
Entre outras sugestões às prefeituras, os empresários pedem a prorrogação da vigência de certidões negativas de débitos por pelo menos 90 dias; Adiamento e parcelamento dos tributos (impostos, taxas e contribuições); Concessão de crédito equivalente a 50% do IPTU 2020 para abater em 2021 ou 2022 e redução da alíquota de ISS.

COMÉRCIO 
As vendas do comércio encerraram 2020 com queda histórica de 12,2%, segundo a Serasa Experian. O setor de veículos, motos e peças é o principal responsável pela baixa do índice. Nenhum dos segmentos escapou dos números negativos, entretanto, o comércio de veículos, motos e peças teve a baixa mais acentuada, com -16,2%.

INTERVENÇÃO 
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual o Brasil ainda não faz parte, faz um alerta: “o Governo não pode interferir em estatais. Para a OCDE, o comando das empresas públicas não deve ser indicado de forma política pelos governantes, mas de forma técnica pelos Conselhos de Administração.

DRENAGEM 
Apesar de ser uma meta para ser alcançada em 2021, a macrodrenagem de Lagoa Nova pode sofrer novo atraso no cronograma. A dívida da Prefeitura de Natal, com a utilização dos recursos federais, já ultrapassa os R$ 12 milhões. O responsável pela obra começa a desacelerar o ritmo.

CUSTO 
A ANS determina que os planos de saúde cubram mais tratamentos, novos exames e cirurgias, a partir de abril. A nova normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada no Diário Oficial da União. Vai representar mais custos (aumento), para os usuários dos planos.  

TELEFONE 
A produção mundial de smartphones cresceu quase 800% desde 2010, de  acordo com o sistema internacional Statista e divulgado no Brasil pelo Cuponation, plataforma de descontos online. A previsão de remessas em bilhões de smartphones para os próximos três anos irá aumentar em todo o mundo, mesmo com as dificuldades na economia.  









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