Uma campeã da dança

Publicação: 2020-10-24 00:00:00
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

Meu primeiro contato com o cinema aconteceu nos primeiros anos da década de 1960, quando criança de 4 ou 5 anos experimentei a emoção de entrar no saudoso Cinema Poti, no prédio do Diário de Natal, para assistir ao clássico Disney “Branca de Neve e os 7 Anões”, uma produção de 1937 que era uma novidade para as crianças de uma Natal provinciana e tão inocente quanto eu e os outros guris a bordo do Fusca do vizinho, na Rua Padre Calazans, Centro.

O tempo foi passando, eu fui acumulando filmes e somente em 1982, já um rapaz de 23 anos, fiquei sabendo através de uma reportagem no velho Caderno B do Jornal do Brasil que a personagem daquele desenho infantil fora inspirada, em sua feitura gráfica, na bailarina americana Marge Champion.

A reportagem, dividindo a página com um anúncio publicitário do Jumbo da Pan-Am, informava que a dançarina, então com 63 anos, estava se aposentando do show business, após uma grande carreira em Hollywood.

Após um extenso repertório de trabalhos no teatro e em musicais de cinema, além de ter apresentado seu próprio programa de TV a partir de 1957, ela estava se despedindo. E ali, na matéria, falava do lance da Branca de Neve.

Agora, 38 anos depois daquele texto no JB, hoje resumido a um raquítico site de internet, leio de novo sobre a bela bailarina nascida em Los Angeles em 1919. A notícia é de uma despedida definitiva, sobre a sua morte aos 101 anos.

Os sites americanos e europeus divulgaram desde quinta-feira que seu filho, Gregg Champion, anunciou oficialmente sua partida. Seu nome de batismo era Marjorie Celeste Belcher e aos 18 anos serviu de modelo para dois desenhos.

Além de ter emprestado seus movimentos anatômicos para a composição da Branca de Neve, foi referência também para a Fada Azul no desenho do Pinóquio, produzido em 1940. Apesar de jovem, já tinha carreira consolidada.

Não foi por acaso, nem consequência de testes, que a levou aos dois trabalhos da Disney, quando tinha 18 e 20 anos, respectivamente. Marge já era considerada uma espécie de menina de ouro, por seu talento e pela beleza.

O bailado encantava e o lindo sorriso completava o conjunto da obra, o que a levou a estrelar os melhores desenhos de todos os tempos. Então virou musa da era de ouro dos musicais da MGM, da TV e do estúdio Disney Animation.

Marge Champion começou a dançar quando criança sob as instruções de seu pai, Ernest Belcher, um notável treinador de balé de Hollywood que, inclusive, foi treinador do fenômeno Shirley Temple e de Cyd Charisse e Gwen Verdon. 

Ela tornou-se professora de balé no estúdio do pai quando tinha apenas 12 anos. Por essa época foi abordada para fazer um desenho animado. Foi em 1933 que um caçador de talentos a viu no estúdio e a levou para o sucesso.

Casou-se a primeira vez com Art Babbit, se divorciando em 1940 quando fez a fada do Pinóquio. Conheceu Gower Champion logo depois, um renomado dançarino que lhe deu sobrenome e popularidade através de programa de TV.

Em 1949, o casal se tornou protagonista do programa “Admiral Broadway Revue”, apresentado por Side Caesar no canal NBC. A partir dali a popularidade explodiu e ela passou a ser presença em todos os canais de TV.

Antes de ganhar seu próprio programa, a bailarina foi atração algumas vezes no campeão de audiência “The Ed Sullivan Show”, o mesmo que alguns anos depois apresentou ao mundo um quarteto de garotos chamado The Beatles.

Pesquisa 
O Realtime Bigdata também aferiu a intenção de voto em Natal e aponta o prefeito Álvaro Dias na dianteira com 32% na pergunta estimulada. Kelps Lima é o segundo com 9%, Jean Paul Prates 7% e Hermano e Leocádio com 5%.

Sem candidato 
Na pergunta espontânea, a soma de indecisos com nulos e brancos é de 65%, o mesmo patamar de pesquisas anteriores. São 44% sem candidato e 21% que não votam em nenhum. Foram mil entrevistas entre os dias 17 e 19 últimos.

Vereadores 
É uma farra de números para todos os gostos nas pesquisas para vereador. E os candidatos tascam os resultados na propaganda oficial, nas redes sociais, como se pesquisa em disputa proporcional tivesse alguma precisão científica.

Nos EUA 
Muitos veículos de imprensa deixaram de publicar pesquisa há algum tempo, porque o universo pesquisado num país com voto livre nunca é o retrato do universo de eleitores que vão às urnas. Respondem, mas não saem pra votar.

Escândalo 
De um importante líder empresarial, após ler as notas da coluna sobre uso ilegal do fundo partidário em pesquisas e marketing: “Se prepare para o grande escândalo que vai estourar após as eleições por causa desse esquema”.

Carreata 
Em homenagem ao ex-governador Geraldo Melo, o jornalista e candidato Toinho Silveira realiza hoje carreata com as cores, símbolos e músicas da campanha de 1986, que marcou o estado com o hit “sopra um vento forte”.

Audiência 
É fato a crise na afiliada Globo em Natal, mas o prestígio e audiência da jornalista Emily Virgílio nas redes sociais também é. Vide o tsunami de mensagens em sua defesa no episódio do ataque aos produtores de camarão.

61 anos 
Logo mais, a partir das 11h, tenho um encontro com meus amigos no Restaurante Nemesio para uma resenha festiva por mais um aniversário. E durante o sarau etílico-afetivo, haverá a primeira pesquisa do instituto DataPio.










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