Uma história de amor entre amigas no Quênia

Publicação: 2019-10-22 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
O coletivo potiguar Mulungu Audiovisual promove nesta terça-feira (22) a sessão especial do filme “Rafiki”. Trata-se de um longa-metragem queniano de 2019 que teve sua exibição proibida em seu país de origem por causa do jugamento do comitê de classificação de filmes, que viu na obra um trabalho que “legitima a homossexualidade”. No Quênia, o amor entre duas pessoas do mesmo gênero é considerado crime. A exibição será às 19h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (Tirol) e terá debate aberto ao público após a sessão com as ativistas Saionara de Jesus e Shiva Shambho, com mediação da cineasta  Rosy Nascimento. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes do início da exibição.

O longa-metragem narra a relação entre duas jovens mulheres, Kena e Ziki, em um país que ainda criminaliza a homossexualidade
O longa-metragem narra a relação entre duas jovens mulheres, Kena e Ziki, em um país que ainda criminaliza a homossexualidade

Dirigido pela cineasta Wanuri Kahiu, “Rafiki” foi o primeiro filme queniano a entrar numa mostra competitiva do Festival de Cannes, o que aconteceu em 2018. O longa narra uma história de amor entre duas jovens mulheres em um país que ainda criminaliza a homossexualidade. Kena e Ziki há muito tempo ouvem dizer que “boas meninas quenianas se tornam boas esposas quenianas”.

Mas elas anseiam por algo mais. Apesar da rivalidade política entre suas famílias, as meninas encorajam uma a outra a perseguir seus sonhos em uma sociedade conservadora. Quando o amor floresce entre elas, Kena e Ziki devem escolher entre felicidade e segurança. Rafiki significa “amigos” no idioma nativo do Quênia. A classificação indicativa do filme é 14 anos.




continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários