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União cede prédios e projeto de restauração da Estação Férrea no interior do RN entrará em vigor
Publicado: 19:40:00 - 28/12/2021 Atualizado: 08:49:29 - 29/12/2021
Após reunião nesta terça-feira (28), o ministro das Comunicações Fábio Faria publicou em suas redes sociais que o Governo Federal vai ceder os prédios à prefeitura e o projeto de reformar a Estação de Trem em Antônio Martins, encabeçado pelo artista Mocó, vai entrar em vigor. De acordo com o ministro, um novo encontro foi marcado para o próximo dia 10 de janeiro de 2022, em que na ocasião tanto a prefeitura, quanto Mocó irão apresentar o projeto de restauração da Estação. 

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"O que todos desejamos é o desenvolvimento do turismo na região.", afirmou Fábio Faria em sua publicação sobre a decisão da União. Além de declarar entusiasmo referente ao projeto, o ministro agradeceu ao secretário Diogo Mac Cord, do Ministério da Economia, que foi solícito quanto à resolução do caso. 

"Tanto a gestão municipal quanto o artista Mocó aceitaram se unir e farão o projeto de reforma convergente, com o intuito de garantir a recuperação do imóvel e desenvolver o turismo da região”,  complementou o ministro das Comunicações.

Restauração

O projeto de restauração de Mocó fica dentro da fazenda da família de sua esposa, Karla Ximenes. Durante o ciclo do algodão, foi construída uma estrada de ferro na região e, na época, o avô de Karla doou parte de sua propriedade para a União, para que fosse construída uma estação férrea no local. A ideia do casal é viabilizar economicamente a área e dar uma utilidade à estação, com um projeto criativo, que poderá agregar um cinema, café, lojinha e até pousada. 

O prédio, há cinco horas, de carro, de Natal, está abandonado há mais de 30 anos, e bastante dilapidado. “Depois que a RFFSA [Rede ferroviária Federal] fechou o lugar foi dilapidado, roubaram muitas coisas. Atualmente, estava sendo usado para criação de porcos. A periferia também vem crescendo, chegando na fazenda, e com isso muitos problemas sociais surgem”, comenta o artista. O projeto do casal de artistas pretende desenvolver a região e atrair o turismo para o Oeste potiguar, beneficiando diretamente uma população de 30 famílias.

“Tivemos uma experiência muito êxito nos Estados Unidos, e resolvemos fazer aqui a mesma coisa. Visitamos a maioria das estações de trens, vimos bons e maus exemplos, algumas estações em ruínas como a nossa”, comenta o artista potiguar.

A restauração da estação estava indo a todo vapor. Há cerca de dois anos, Mocó e sua sogra buscaram os órgãos competentes com um “calhamaço de documentos”. Segundo ele, “fomos atendidos por técnicos e a informação que tivemos é que podíamos fazer isso [a reforma] e que seria um bem à sociedade, já que o prédio estava em ruínas”.

Então, o projeto foi tocado à frente, com compra de objetos em leilões, alguns que pertenceram à estação de Londres. Durante a pandemia, o projeto parou e foi retomado recentemente. “Começamos a restauração de piso e telhados, com zelo para manter o mesmo padrão e não descaracterizar nenhum elemento da estação. Mas, no último final de semana, fomos notificados e paramos”, contou. A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) requisitou explicações sobre o projeto e porque prosseguia. A SPU foi provocada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

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