Universidades privadas em Natal poderão retomar aulas e estágios

Publicação: 2020-09-18 00:00:00
As aulas práticas e os estágios para os alunos das instituições privadas de ensino superior da capital potiguar retornarão no próximo dia 5 de outubro. A decisão foi anunciada pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, em reunião ocorrida nesta quinta-feira (17), no salão nobre do Palácio Felipe Camarão, com representantes da Universidade Potiguar (UnP) e das Faculdades Estácio, Maurício de Nassau, UniRN e Facex.

Créditos: Alex RégisPrefeito Álvaro Dias recebeu representantes das Instituições de Ensino Superior instaladas em Natal na Prefeitura nesta quinta, 17Prefeito Álvaro Dias recebeu representantes das Instituições de Ensino Superior instaladas em Natal na Prefeitura nesta quinta, 17
 

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ara autorizar o retorno, a Prefeitura exige que as instituições se comprometam a adotar um rígido protocolo de biossegurança para proteger alunos, docentes e funcionários, bem como sigam ofertando a opção de aulas remotas para aqueles que não optarem pelo retorno ao modo presencial. O decreto municipal com as medidas válidas para o setor será publicado na próxima semana.

Além disso, a Prefeitura solicita que as entidades entreguem um estudo com a expectativa de quantos alunos devem retornar às aulas práticas e estágios para que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) reforce o sistema de transporte público da capital potiguar para absorver a demanda.

No encontro, o prefeito Álvaro Dias fez um balanço sobre as ações da gestão para combater e conter o avanço do novo coronavírus na cidade.“As nossas ações foram muito acertadas. Estamos vencendo essa guerra, mas não podemos e nem vamos relaxar. Seguiremos com as iniciativas de reforço na fiscalização para que as medidas previstas nos decretos municipais sejam cumpridas”, destacou Álvaro Dias.
Os representantes das instituições de ensino informaram que já dispõem do protocolo de biossegurança pronto e suas instalações já estão adequadas para o retorno das atividades, reforçando que a retomada é essencial para a formação dos novos profissionais, já que os estágios são obrigatórios para a conclusão dos cursos.

Ministro
Em sua primeira participação em uma audiência pública com deputados e senadores, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã”. Sem dar detalhes, Ribeiro ressaltou que em uma comparação com outros países mais desenvolvidos que o Brasil, como os da Europa, todos estão passando pelo mesmo questionamento.
“Ninguém, absolutamente nenhum país, até os mais desenvolvidos, tem uma resposta final a respeito do assunto da covid e retorno às aulas, que é um dos temas mais provocantes e atuais que nós temos”, disse em audiência pública nesta quinta-feira (17).

O ministro informou que está em elaboração um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. “É uma questão de segurança, não podemos colocar em risco as crianças e os adolescentes. Estamos trabalhando para o retorno o mais breve possível, para a gente pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada para o ano que vem”, disse na Comissão Mista da Covid-19, que acompanha as ações do Executivo.

Segundo Ribeiro, as medidas não estão sendo elaboradas exclusivamente pelo Ministério da Educação (MEC). Entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também trabalham na definição desse protocolo, que pretende dar aos estudantes condições de segurança mínima no retorno às aulas.

No rol de medidas estão, por exemplo, diretrizes de higiene, número máximo de alunos por sala de aula, distanciamento mínimo e parâmetros para o preparo da alimentação escolar. 

Universidades
O ministro da Educação disse na audiência pública na Câmara que, das 69 universidades federais, apenas 15 tiveram suspensão total das aulas. Já entre os 41 institutos municipais, somente quatro suspenderam totalmente a sua participação pedagógica, “sem dar nenhum tipo de apoio ou auxílio pedagógico ou de conteúdo para os seus alunos”.