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Natal
Urbana coleta 20 mil pneus por mês para evitar focos do Aedes aegypti
Publicado: 00:00:00 - 19/04/2018 Atualizado: 21:33:00 - 18/04/2018
De segunda-feira à sábado, a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), retira centenas de pneus, desde os usados em bicicletas até os de caminhão, das ruas de Natal. Por mês, cerca de 20 mil são coletados em terrenos baldios e recolhidos em borracharias, por ano são 240 mil.  Os resíduos, que não podem ser colocados em lixões comuns, são encaminhados quinzenalmente até Feira de Santana, na Bahia, onde são reutilizados e servem de combustível para produção de cimento.

Magnus Nascimento
A Urbana organiza uma rota, a cada dia da semana, para cobrir as quatro zonas da cidade e fazer a coleta de pneus descartados

A Urbana organiza uma rota, a cada dia da semana, para cobrir as quatro zonas da cidade e fazer a coleta de pneus descartados


A Urbana organiza uma rota, a cada dia da semana, para cobrir as quatro zonas da cidade e fazer a coleta de pneus descartados

Quando o acúmulo de pneus em borracharias e empresas é superior a 100 unidades, o material deve ser levado pelo proprietário do comércio até um depósito no Alecrim, na zona Leste, onde os pneus ficam armazenados antes de serem levados ao destino final. “Cada dia da semana nós organizamos uma rota para cobrir as quatro zonas da cidade”, disse o encarregado da Urbana pela coleta, Paulo Sérgio.

O responsável pela coleta lembra da não obrigatoriedade da prefeitura de recolher os pneus. Que fica a cargo dos fabricantes do objeto, como está previsto na resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 416, de 30 de setembro de 2009, que dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada.  A resolução estabelece que os fabricantes e importadores de pneus novos, com peso unitário superior a dois quilos ficam obrigados a coletar e dar destinação adequada aos pneus. Paulo Sério disse que a realidade, no entanto, é diferente do que está previsto em lei.

A Urbana segue diariamente uma rota de coleta que abrange as quatro zonas de Natal. Após a coleta, os pneus são levados para um galpão situado no bairro do Alecrim. A medida além de gerar economia, uma vez que os pneus são utilizados como combustível em uma cimenteira, também contribui para a preservação do meio ambiente e evita a proliferação do mosquito da dengue.

As áreas da capital potiguar onde é mais comum ver pneus sendo descartados na rua, segundo Paulo Sérgio, são na zona Norte e alguns bairros da zona Oeste. Na manhã desta quarta-feira (18), a Urbana recolheu mais de 300 pneus que estavam acumulados nessas regiões. O bairro do Bom Pastor e Felipe Camarão são líderes quando o tema é acumulo de lixo em terrenos abandonados.

As duas regiões de Natal são as que registram maior incidência de focos da dengue, segundo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). De acordo com boletim divulgado pela entidade, até 6 de abril 1.854 casos de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) foram notificados na capital potiguar. O número de ovos acumulados em 2018 é de 189.733, maior do que os 125.265 contabilizados no mesmo período do ano passado.

“Os casos estão mais concentrados na zona Norte, com algumas ocorrências na zona Oeste. Percebemos uma pequena redução. Também estamos com redução nos índices de vetores (mosquito transmissor das doenças). Estamos com ações concentradas nessas duas regiões, como visita do agente de endemias e borrifamento com fumacê portátil” disse Alessandre Medeiros, chefe do Centro de Zoonozes de Natal.

Falta conscientização
A limpeza, de maneira geral, da capital esbarra em dois problemas apontados pelo presidente da Companhia de Serviços Urbanos de Natal, Cláudio Porpino: a população continua descartando lixo nas ruas e efetivo de garis  é insuficientes para atender toda a demanda da cidade. A ausência de pessoal, segundo Porpino, se deve a funcionários que se aposentaram.

O presidente da Urbana explicou que atualmente, 800 garis, entre servidores da prefeitura e funcionários terceirizados fazem toda a limpeza da cidade. A quantidade, segundo Porpino, não é ideal. Seriam necessários em torno de mais 200 profissionais para a cidade.  “Seria bom fazer um concurso ou contratar por meio de terceirização, mas as duas  medidas esbarram na questão orçamentária”, frisou Cláudio Porpino.

A falta de conscientização da população, ao jogar lixo em terrenos abandonados ou no meio das ruas torna-se ainda mais evidente em períodos de chuva. Em algumas situações, vias ficam completamente alagadas pelo acúmulo de desejos nas bocas de lobo. “A população continua insistindo em colocar lixo fora do horário de coleta. Também colocar em bocas de lobo e galerias. Isso é algo que nos deixa apreensivo”, reclamou o presidente da Urbana.

Serviço
Orientações sobre o destino final de pneus podem ser obtidas pelo telefone: (84) 3232-9999


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