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Urnas disponibilizarão recurso de audiodescrição
Publicado: 00:00:00 - 17/10/2020 Atualizado: 23:15:07 - 16/10/2020
O número de eleitores que declararam ter alguma deficiência caiu de 31.667 em 2018 para 30.706 em 2020 no Rio Grande do Norte. Desses, 4.121 (12%) declararam possuir alguma deficiência auditiva e 5.749 (16,75%) na visão.

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Para os eleitores que tiverem deficiência visual, as urnas eletrônicas estarão ainda mais adaptadas e contarão, além do teclado em Braile e do headfone, o recurso de audiodescrição, no qual eles poderão ouvir o número que digitarem e informações do candidato. Não é permitido o eleitor utilizar um fone de ouvido próprio.

“É uma vitória para os cegos porque não vamos precisar de sala especial. Em qualquer seção que a gente chegar, a gente vai poder se identificar e teremos condições de votar", comemorou a vice-presidente da Socern, Ivoneide Damasceno. Quando ela falou em se isolar, ela se referiu às salas especiais para pessoas com deficiência votarem. “Ao meu ver, dá oportunidade, mas separa dos demais. Com os headfones e audiodescrição, temos um avanço na cidadania e acessibilidade, embora ainda haja a dificuldade na estrutura dos locais de votação, já que nem todos estão com pisos e calçadas adaptados, por exemplo", frisou Ivoneide.

Ao chegar nos locais de votação, cegos e surdos deverão se dirigir normalmente aos mesários e se identificar apresentando documento com foto. Devido à pandemia da covid-19, neste ano não haverá o uso da biometria. No caso dos cegos, se já tiverem inscritos como deficientes visuais, a urna irá reconhecê-los e poderão votar usando o headfone, por onde será emitido o áudio descrevendo o candidato que ele escolheu. Aqueles que não tiverem inscritos como deficientes visuais, deverão comunicar aos mesários para que ativem a urna para o voto com o equipamento de audiodescrição.

“Nas outras Eleições, eles já escutavam o número do candidato e agora escutarão o nome também. Ele pode ser acompanhado pelo cão guia ou por uma pessoa de sua confiança, caso o mesário comprove que ele necessita desse auxílio. Tudo ficará anotado e registrado em ata", explicou Juliana Vieira, do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN).

Segundo disse, todos os anos os servidores das zonas eleitorais participam de um curso de Libras para conseguir se comunicar com os eleitores que possuem deficiência auditiva. O TRE trabalha, inclusive, na contratação de intérpretes de Libras para suas sessões e eventos.
Os deficientes auditivos também são identificados pelos mesários e podem, de acordo com a avaliação deles, votar na companhia de alguém, caso necessitem.

Brasil
Nos últimos quatro anos, houve um salto de 93,58% no número de eleitores que autodeclararam ter algum grau de deficiência – o quantitativo subiu de 598.314 em 2016 para 1.158.234 em 2020. A Justiça Eleitoral está capacitada a dar atendimento especial a esse público. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).













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