USA deve ter 1ª queda na venda de carros novos

Publicação: 2018-01-13 00:00:00 | Comentários: 0
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As montadoras de automóveis dos Estados Unidos declararam que  houve uma "queda" na comercialização de veículos em 2017. É a primeira redução na demanda desde a crise financeira que se abateu sobre aquele país, a GM e a Chrysler em 2008, e em todo o mundo em 2009.


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A GM (General Motors), principal fabricante de automóveis dos Estados, vendeu pouco mais de 3.000.000 de carros novos no ano passado, representando uma redução de 1,3% no setor. A Ford, por seu turno, teve redução de 1,1%,  2.570.000 unidades.

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) optou por não declarar seus números de 2017.

A Toyota, segunda fabricante global de automóveis e terceira nos Estados Unidos, comercializou 2.430.000 carros novos (-0,6%).

Interessante notar, que último mês do ano passado confirmou uma tendência observada em 2017, qual seja: demanda aquecida por carros grandes (pick-ups, utilitários e crossovers) e um esfriamento na de veículos urbanos e sedãs.

A Ford é o exemplo mais representativo dessa tendência. As vendas do sedã "Fusion" caíram 21,2%, enquanto os modelos da família F-Series, que inclui a popular pick-up "F-150", tiveram seu melhor ano desde 2005, alta de 9,3%.

Somadas todas as marcas, a comercialização chegou a 17.200.000 unidades, o que representa uma pequena diminuição de 2% quando cotejada com o ano de 2016.

A Volkswagen comemora suas boas vendas, elas subiram 5,2% em 2017 atingindo o patamar de 339.676 unidades.

Constata-se que as "vendas" de carros não parecem ter sofrido muito com a decisão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de negociar o Nafta (Tratado de Livre Comércio da Américas do Norte), com Canadá e México. A medida facilita aos fabricantes se instalar no México, onde a mão de obra é mais barata.

Para este ano, a expectativa não é boa. Segundo especialistas, a comercialização de automóveis novos deve ser "afetada" pelo aumento das taxas de juros nos Estados Unidos.

Um aumento de 0,25% nas "taxas" se traduz em um aumento entre US$ 8 e US$ 20 nas "cotas" de quem comprar o carro a crédito, no entendimento de Ivan Drury, da empresa de análise Edmunds.com.

O aumento das "taxas", transferido às mensalidades do comprador, pode fazer este reavaliar a compra do automóvel zero km. Na melhor das hipóteses, o cliente vai abrir mão de acessórios, que são lucrativos para as concessionárias, como por exemplo, o sistema de som multimídia.

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