Vacina de Oxford será testada em voluntários em Natal; veja como se inscrever

Publicação: 2020-09-16 00:01:00
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação de mais 5 mil voluntários para a fase 3 dos estudos clínicos da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford. Com isso, o Brasil terá 10 mil voluntários para a última etapa de desenvolvimento da vacina e as cidades de Natal, Porto Alegre e Santa Maria farão parte da testagem. Os interessados deverão se inscrever no site do Centro de Pesquisas Clínicas, onde o estudo será realizado na capital potiguar.

Créditos: Itamar Crispim FIOCRUZTestagem da vacina foi ampliada para 10 mil voluntários no BrasilTestagem da vacina foi ampliada para 10 mil voluntários no Brasil


Podem participar do estudo adultos acima de 18 anos, que sejam profissionais de saúde atuantes diretamente na linha de frente do combate à covid-19, além de trabalhadores que desempenhem funções em ambientes com alto risco de exposição ao novo coronavírus, como motoristas de ambulância, seguranças de hospitais e agentes de limpeza desses estabelecimentos. A novidade é que agora não há mais limite de idade. Há expectativa que sejam recrutados perto de 1 mil voluntários na capital potiguar.

Segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena o estudo, o recrutamento de voluntários e a aplicação da vacina acontecerão em Natal, pelo Centro de Pesquisas Clínicas de Natal (CPCLIN), em Porto Alegre (RS), pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e em Santa Maria, também no estado gaúcho, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Não haverá uma divisão exata do número de voluntários em cada local. Será livre recrutamento, até alcançar o número de cinco mil selecionados. Vale lembrar que os centros instalados no Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo também continuam funcionando.

“Nessa etapa, podem entrar no estudo idosos, pessoas acima dos 60 anos que façam parte do perfil acima descrito. Isso é extremamente importante, porque incluímos nessa fase indivíduos que sabidamente têm risco mais elevado de complicações à covid-19 e, assim, o estudo pode refletir ainda mais a realidade. Isso, além de ampliarmos bastante o número de participantes, o que dará ainda mais robustez na análise de dados relacionados à segurança e eficácia da vacina”, destaca a professora Lily Weckx, coordenadora do Crie e responsável por liderar o estudo da vacina de Oxford no Brasil.

Com a autorização da Anvisa, a partir desta terça-feira  (15) os centros participantes puderam iniciar o processo de recrutamento desses novos 5 mil voluntários. Como já acontece com os outros 5 mil já recrutados, todos receberão duas doses da vacina e serão acompanhados de perto pelos pesquisadores.