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Natal
Vacinação atinge 34% da meta no RN
Publicado: 00:00:00 - 03/05/2016 Atualizado: 23:22:47 - 02/05/2016
Em seis dias de campanha de vacinação contra H1N1, Natal atingiu 36% da meta esperada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Até o sábado (30), a SMS contabilizou 68 mil doses aplicadas na população classificada nos “grupos prioritários”. A expectativa da Secretaria  é que em toda a capital potiguar cerca de 189 mil pessoas dos  sejam imunizados até o final da campanha, que segue até o dia 20 de maio.  A chefe de vigilância epidemiológica da SMS, Aline Bezerra, avaliou o “Dia D” de vacinação, como tranquilo. “ Não faltou vacina. Ocorreu dentro do planejado”, disse Aline.
Até sábado, 15.946 crianças de até cinco anos tinham sido vacinadas na capital
No Rio Grande do Norte, a campanha atingiu 34,10% do público-alvo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). Do início da campanha, ainda no dia 25 de abril, até momento, foram aplicadas 228 mil doses da vacina em todo o Estado. Ou seja, 548 mil pessoas ainda não foram imunizadas no RN, onde a a meta é vacinar 776 mil no grupo prioritário.

Em Natal, o Distrito Sanitário Sul foi o que mais registrou pessoas imunizadas, totalizando 18.104 vacinas aplicadas, seguido do Distrito Leste (16.474), Distrito Oeste (15.462), Distrito Norte I (9.959) e por fim o Distrito Sanitário Norte II com 8.225 imunizações. Entre os grupos prioritários, já foram imunizados 31.665 idosos (37,08% da meta), 2.478 gestantes (27,85%), 418 puérperas (28,59%), 6.525 trabalhadores de saúde (31,57%), 15.946 crianças (32,28%) e 11.155 crianças menores de cinco anos de idade (46,54%).

O secretário Luiz Roberto Fonseca destaca a importância da Campanha e orienta o público-alvo a procurar uma unidade de saúde para se vacinar em função da gravidade da doença. “A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e também podendo causar pandemias. A vacinação é a medida mais eficaz para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. Neste Dia D estaremos com todas as nossas unidades abertas para garantir que a população seja imunizada”, disse Luiz Roberto.

O Hospital Infantil Varela Santiago seria uma das salas de vacina a oferecer o serviço durante o dia “D”, porém, não foi o que ocorreu. Segundo a chefe da enfermagem do hospital, Márcia Gomes, a unidade de saúde esperava receber  2 mil doses somente no sábado. A população que foi ao local a procura das doses, voltou para casa sem a vacina.  “Chamei profissionais extras, porque esperava uma boa demanda durante o dia de campanha. Mas, fomos surpreendidos no meio da manhã ao saber que as vacinas não viriam”, disse Márcia.

“Ligamos para a secretaria e nos disseram que a gente não faria parte da campanha. Quando na verdade soubemos que o problema foi causado por falta de vacina para distribuir. Foi um transtorno, a população veio a procura e a gente esperou até nove e meia. Quando dispensei a equipe nos ligaram dizendo que a vacina tinha chegado, como já tínhamos orientado a população de que não haveria vacina”, explicou a enfermeira.

Segundo Aline Bezerra, o Valera Santiago foi o único, das 68 salas de vacina da capital, a registrar problemas durante o dia “D” de vacinação. “Não é culpa do município nem do estado. inciamos o dia ‘D’ zerados. Às dez da manhã recebemos a vacina e fomos distribuir nas salas”, esclareceu Aline.

O posto de saúde do bairro das Rocas, zona Leste, teve um movimento intenso durante o dia “D”. Segundo a chefe da unidade, Genilda Cavalcante 1.500 vacinas foram aplicadas durante a semana passada, somente no dia “D”, foram recebidas 600 doses. “A procura está sendo grande, esse está sendo um ano atípico”, avaliou Genilda. A chefe da unidade explicou que, em média, 300 vacinas são aplicadas por dia.

Grupos preferenciais
Integram o grupo preferencial: crianças de seis meses a menores cinco anos, portadores de doenças crônicas, idosos acima de 60 anos, profissionais de saúde, gestantes, puérperas, profissionais do sistema penitenciário e pessoas privadas de liberdade. Em Natal, esse grupo representa, aproximadamente, 189.000 pessoas. Já em todo o Estado, são mais de 776 mil. Pessoas alérgicas a ovo ou que apresentem febre no momento da aplicação não podem receber as doses. Já pessoas com doenças crônicas devem apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.

Estado
“Os dias que seguem até o final da campanha são essenciais para atingirmos a meta, que é de vacinar 80% de cada grupo prioritário”, afirmou a responsável técnica pelo Programa Estadual de Imunização, Zaira Santiago. No RN, em torno de 600 locais ofertarão a vacina ao público indicado. Deste total, 69 salas de vacinação em Natal.



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