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Esportes
'Vamos colocar o gigante de pé outra vez', afirma Goeber Lima
Publicado: 00:01:00 - 22/05/2022 Atualizado: 13:32:51 - 21/05/2022
Clube de tradição no futebol norte-rio-grandense, o Alecrim há muito anos “derrapa” no futebol potiguar e, há algum tempo, disputa o Campeonato Estadual da Segunda Divisão. Este ano, no entanto, o Alviverde iniciou cedo a preparação em busca da volta à elite do futebol local.

Divulgação


O primeiro passo do Alecrim foi a contratação do Executivo de futebol Goeber Maia. Ex-jogador alecrinense (se aposentou com a camisa alviverde em 2014, mas teve passagens por clubes como Flamengo e América), Goeber Maia tem uma missão difícil diante dos poucos recursos, mas se diz motivado para que o clube reviva seus melhores momentos. Confira a entrevista concedida pelo profissional a Jovem Pan News Natal/Tribuna do Norte.

Como foi o convite para o trabalho no Alecrim?
Fiquei muito lisonjeado com essa grande oportunidade de estar no Alecrim. A gente sabe que o futebol do Rio Grande do Norte precisa de um 'up' e dentro de um projeto que nós traçamos e apresentamos ao Alecrim, chegamos a um comum acordo e agora nós temos aí um grande desafio de trabalho e espero que a longo prazo para que realmante a gente consiga colocar esse gigante de pé. É um clube muito carismático. Falei com um amigo há poucos dias que a Portuguesa de Desportos, o América do Rio de Janeiro e o Alecrim são os clubes mais carismáticos do Brasil, pois todo mundo tem um pouquinho de paixão. E aí eu fico muito feliz de ter jogador, representado as cores do Alecrim como atleta, que por sinal foi meu último clube e, quis o destino de Deus me proporcionar a oportunidade de ser o meu primeiro clube de forma integral, com toda a equipe de gestão.

Qual o primeiro desafio no comando do futebol alecrinense?
Nosso primeiro desafio é profissionalizar o departamento de futebol e consequentemente buscar galgar o que temos de competições para atingir nossos objetivos.

Como você vê o caminho para se chegar a essa profissionalização e modificação de estrutura no Alecrim?
Olha, a maior conquista recente do Alecrim foi ter o Luís Henrique na gestão do clube. É um cara de ideias atualizadas, que entende do assunto, muito aberto a novas propostas, a novos negócios. Então, pode considerar essa chegada de Luís Henrique ao clube como uma grande conquista do Alecrim e agora ele tem a oportunidade de unificar forças e conhecimentos com profissionais para a gente profissionalizar essa área do futebol, porque não adianta a gente se basear dentro de um projeto de um clube se tratando de uma empresa, com três quatro meses de trabalho. O Alecrim só tem vida e funcionabilidade no período do Estadual, seja na Segunda Divisão, onde se encontra, seja em outra situação. Isso é muito pouco. A gente tem que colocar o clube em atividade e evidência.

Quais serias os primeiros passos?
Olha, profissionalizando e pensando nas categorias de base, a gente vai está lançando a “Academy Alecrim”, para você ter uma ideia da revolução que a gente pretende fazer.

Mas como está o Alcrim hoje? Qual o diagnóstico que você faz do clube?
Hoje nós não temos nenhum atleta profissionalizado, vinculado ao clube. Isso é uma coisa que o clube não tem hoje, mas a gente está levantando primeiramente uma equipe técnica qualificada. Vejo como o estado oferecer para a gente grandes peças, grandes nomes em setores qualificados para a gente fazer essa aposta. Tivemos contatos recentes com alguns nomes, com quem já até fechamos, mas a gente está aguardando o momento mais oportuno, até mesmo por valorização, mas já existem profissionais da comissão técnica já contratados e, dentro do planejamento, da logística, vamos estar sentando com eles para discutirmos opções de nomes para montar o grupo de atletas que tanto vão trabalhar e representar o Alercim no Sub-19, que é a nossa primeira competição agora, quanto no Sub-23, que se trata da Segunda Divisão.

As categorias de base passam a ser importantes para o Alecrim ter atletas e se tornarem ativos do clube no futuro?
É o que a gente almeja. Com certeza a gente quer valorizar o produto, porque muito se fala que no RN, isso eu lido com crianças, pois sou oriundo da franquia Meninos da Vila do Santos, na qual fiquei oito anos à frente aqui em Natal, mas infelizmente a pandemia nos tirou essa condição, mas eu vejo de perto que realmente temos a matéria-prima. O que falta mesmo é profissionalizar o futebol e consequentemente lapidar esses atletas. Quando eu falo isso, exige uma gama de ações, entre oferecer uma boa alimentação, boa condição de treino, uma boa equipe técnica para que venha a oferecer uma programação de treinos qualificadas; competições, pois é muito pouco para um atleta em formação você jogar oito ou 10 jogos oficiais em um Campeonato Estadual. Eu tenho comparações de alunos meus que fazem parte de outros centros que jogam, no mínimo, 50 jogos por ano. Então, dentro de um processo de formação, a gente tem que pensar nisso. Não adianta a gente querer formar o atleta sem que ele tenha a oportunidade de exercer o que aprendeu em competições e jogos. 

O torcedor do Alecrim pode ficar esperançoso com esse trabalho que está sendo iniciado no clube?
Quero dizer que nós contamos com toda a torcida, força e apoio. Estamos também para colocar, dentro dessa logística aí o projeto do Sócio-torcedor, onde o Alecrim vai precisar não apenas daquele torcedor de arquibancada, mas do torcedor participativo e ativo em todas as áreas. Quero dizer que contem com a gente, sabemos que podemos contar com vocês da imprensa e, como eu disse anteriormente, no início da entrevista: O Alecrim é um clube que tem um carisma muito grande e todo mundo tem um desejo de ver o Alecrim se destacando no cenário nacional, no futebol local e fica o nosso desejo que todos possamos fazer um trabalho digno e colocar esse gigante de pá novamente.

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