Economia
Varejo potiguar cai 2,8% em novembro, diz IBGE
Publicado: 00:00:00 - 15/01/2022 Atualizado: 23:11:53 - 15/01/2022
Após leve retomada positiva em outubro, o varejo ampliado no Rio Grande do Norte registrou em novembro uma queda de 2,8% em relação ao mês anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o setor caiu 6,5%, o que representa o pior desempenho acumulado de vendas da região nesse período. 

Elisa Elsie
RN figurou entre os quatro piores desempenhos do ranking nacional do varejo em novembro

RN figurou entre os quatro piores desempenhos do ranking nacional do varejo em novembro


Dentro mês, o resultado do varejo é o segundo pior deste semestre até agora, superando apenas o registrado em julho (-3,7%). De acordo com o IBGE, todos os estados da região Nordeste tiveram desempenhos negativos e inferiores à média nacional de 0,5%. O Rio Grande do Norte só não foi superado por Piauí (-3,1%), Alagoas (-5,1%) e a Paraíba (-6,8%). Este último alcançou inclusive a última colocação entre todos os entes federativos. 

O comércio varejista ampliado inclui, além do varejo comum, a venda de veículos, motos, partes e peças e material de construção. 

 Já o volume de vendas do comércio varejista no Rio Grande do Norte teve uma redução de 2,5% em relação a outubro. Esse foi o terceiro pior para o estado nos últimos 12 meses, ficando acima apenas dos meses de setembro (-3,4%) e março (-5,0%) nesse mesmo período.

Além disso, o estado potiguar figurou entre os quatro piores desempenhos do ranking nacional juntamente com outros três estados nordestinos: Bahia (-2,8%), Piauí (-3,0%) e Paraíba (-3,1%). No Nordeste, Pernambuco (0,1%) e Ceará (1,2%) obtiveram variações positivas, sendo este último o único estado da região a superar a média nacional de 0,6%.

Com essa queda no volume, a receita de vendas no RN também teve uma redução de 1,3%, abaixo do aumento obtido pelo Brasil de 1,3%. No entanto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um incremento de 5,2%.

Em todo o Brasil, segundo o IBGE, o resultado foi de melhora no desempenho do varejo na passagem de outubro para novembro fez o volume de vendas ficar 1,2% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. 

Os segmentos de artigos farmacêuticos, material de construção, outros artigos de uso pessoal e doméstico e supermercados estão operando acima do patamar pré-crise sanitária. O segmento de artigos farmacêuticos opera em patamar 13,2% acima do pré-crise sanitária; material de construção, 12,6% acima; outros artigos de uso pessoal e domésticos, 11,1% acima; e supermercados, 1,7% acima.

Sete das oito atividades que integram o varejo registraram perdas em novembro de 2021 ante novembro de 2020. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio e foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, o comércio varejista teve um recuo de 4 2%, o mais acentuado para o mês desde 2015, quando encolheu 7 8%.

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, o volume de vendas motivado pelas promoções da Black Friday, que foi  mais fraca em 2021 contribuiu com -0,8 ponto porcentual para a queda de 4,2% nas vendas do varejo em relação a novembro de 2020. No varejo ampliado, essa contribuição negativa foi de 0,7 ponto porcentual para o recuo de 2,9% no volume vendido, calculou o IBGE.

Em novembro de 2021, houve quedas ante novembro de 2020 nas vendas de Móveis e eletrodomésticos (-21,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,6%). 

"Continua tendo essa heterogeneidade em termos de crescimento das atividades do varejo e também do varejo ampliado", reconheceu Santos. "Está bastante desigual realmente ainda, e não tenho certeza se voltará a ser igual no futuro, ou mais homogêneo ao menos", concluiu.

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