Varejo potiguar registra 17º mês negativo nas vendas

Publicação: 2017-01-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Sara Vasconcelos
Repórter

As vendas do comércio varejista do país fecharam novembro com crescimento de 2% em relação a outubro, na série livre de influências sazonais, interrompendo uma sequência de quatro taxas negativas consecutivas e que levou o setor a fechar o período janeiro-novembro com queda de 6,4%, na comparação com o mesmo período de 2015. No Rio Grande do Norte, o volume de vendas em novembro caiu 5,7%, em comparação a outubro, somando um acumulado de quedas de 9,2% em 11 meses de 2016. O volume de receitas teve comportamento inverso e registrou alta de 4,2% em novembro, com acumulado de 2,9 em 2016.
Adriano AbreuNo varejo ampliado, que inclui setor de carros e material de construção, retração foi maior: 5,8%No varejo ampliado, que inclui setor de carros e material de construção, retração foi maior: 5,8%

“O crescimento do varejo restrito em novembro em relação a outubro se deve, muito provavelmente, às vendas da Black Friday”, observa o economista e superintendente regional do IBGE, Aldemir Freire.

O chamado Varejo Ampliado (que inclui os segmentos de veículos e materiais de construção), no Rio Grande do Norte, também amargou o 17º mês seguido de quedas, com uma retração de 5,8% em relação a novembro de 2015. Os segmentos que registraram as maiores perdas nas vendas em novembro foram os de Livros, jornais, revistas e papelaria, com -11,8%; tecidos, vestuário e calçados (-9,6%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,2%).

“Infelizmente, eram números já esperados por nós. O ano de 2016 foi, sem nenhuma dúvida, o pior da história para as vendas do varejo. Nossa estimativa é que encerremos a apuração oficial do IBGE com queda acumulada entre 10% e 11%, o dobro do que registramos em 2015 que já foi um ano muito ruim. Todo o contexto econômico, já bem conhecido por nós, nos levou a este quadro que impacta diretamente na nossa capacidade de geração de emprego e na economia em geral. Nossa expectativa é que o ano de 2017 nos traga algum alento”, afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte, Marcelo Queiroz.

Para o empresário, alguns passos já foram dados no sentido de termos, este ano, um ambiente econômico melhor. Ele cita o pacote econômico recém lançado pelo Planalto e a aprovação da PEC 55 no Congresso como exemplos destes primeiros avanços. “Mas ainda temos um caminho muito longo a percorrer. É urgente a aprovação das reformas fiscal, trabalhista, tributária e previdenciária. Somente elas poderão dar o lastro necessário para que o país retome o rumo do crescimento”.

No plano estadual, o empresário reforça que é urgente que os poderes públicos, Estadual e Municipais, possam reorganizar suas finanças e voltar a pagar em dia o funcionalismo e os fornecedores. “O Poder Público tem um peso muito grande na nossa economia. As dificuldades pelas quais o Estado e as prefeituras têm passado também impactam fortemente neste cenário de vendas em declínio. O momento é de todos nos unirmos para revertermos este quadro negativo”, declarou Queiroz.

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