Variante britânica do vírus pode ser mais letal, diz Boris Johnson

Publicação: 2021-01-23 00:00:00
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou ontem que a nova variante inglesa do coronavírus pode ser mais letal. Ele ressaltou, porém, que evidências mostraram que as vacinas em uso no país (Pfizer e Oxford/AstraZeneca) são eficazes contra a variante. "Fomos informados de que, além de se disseminar mais rapidamente, agora também parece que há alguma evidência de que a nova variante - que foi descoberta pela primeira vez em Londres e no sudeste (da Inglaterra) - pode estar associada a um maior grau de mortalidade", disse ele em entrevista coletiva.

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O impacto dessa e de outras variantes sobre a ação das vacinas ainda é incerto, segundo cientistas brasileiros ouvidos pelo Estadão. Como o surgimento dessas cepas é recente, não foi possível realizar grandes estudos para assegurar de que forma essas mutações afetam os imunizantes. Além da variante britânica, preocupa o avanço de cepas identificadas na África do Sul e em Manaus. Todas elas compartilham a mutação N501Y, na proteína spike do vírus, que possibilita entrar nas células humanas. Estudos preliminares feitos pela Pfizer mostraram que o imunizante da empresa foi capaz de neutralizar a nova variante britânica.

As variantes sul-africana e brasileira, porém, têm outra mutação (E484K), também na proteína spike, associada a um escape de anticorpos. Uma pesquisa da Universidade Rockfeller publicada na terça-feira mostrou que as vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter sua eficácia reduzida por essas variantes, mas não a ponto de invalidar o produto. 








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