Velho amigo do oriente

Publicação: 2018-06-22 00:00:00 | Comentários: 0
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O  Kojin é o mais novo restaurante japonês da área,  aberto em abril, no bairro do Tirol. Apesar disso, tem em sua cozinha muitos anos de história na trajetória da culinária oriental na capital potiguar. Um dos sócios da casa é Cícero Albuquerque, sushiman que trabalha com esse tipo de comida há nada menos que 25 anos, sendo um dos pioneiros locais nessa arte culinária. Não à toa, Kojin é “velho amigo” em japonês.

No Kojin trabalha-se a cozinha japonesa tradicional, com um toque moderno
No Kojin trabalha-se a cozinha japonesa tradicional, com um toque moderno

“Eu recebo aqui até filhos de clientes que conheci ao longo dos anos. São pessoas que conhecem a qualidade do meu trabalho há tempos”, afirma Cícero, que comanda a casa ao lado dos sócios Romennya Maia e André Isaac Oliveira. O sushiman começou a carreira em 1993, no Guinza, primeiro restaurante de Natal a servir sushi/sashimi. Foram 10 anos por lá, passando por outros como Sushi Rock Bar, Hikari, Viva Bistrô e Nemo, além de inúmeras consultorias.

Arejado, salão único do Kojin abriga em torno de 30 pessoas
Arejado, salão único do Kojin abriga em torno de 30 pessoas

Para o Kojin, a ideia é trabalhar uma culinária japonesa tradicional, também dando espaço para o contemporâneo – mas nada fusion. “O público jovem gosta das invenções, mas aqui a gente aposta numa clientela mais tradicional, que já sabe o que quer”, explica Cícero. Pode começar pelas entradas, com tartare de atum, sunomono simples ou completo, ceviche de salmão, lâminas de salmão com molho de alcaparra, e diversos rolinhos primavera (de shitake a camarão).

Quem desejar pratos quentes terá os teppans (grelhados) de salmão, carne refogada, filé de atum e camarão; yakisoba de legumes, e o yakimeshi com carne e arroz. Em temakis tem opções como Filadélfia, ebi (camarão), salmão empanado ou grelhado, shitake refogado, pele de salmão grelhada, e harimaki. Entre os sushis, há os especiais (com peixe branco, shitake, salmão, couve, alho poró) e os tradicionais. Os sashimis vêm em salmão, atum, peixe branco, polvo, camarão, kanikama, e salmão. Os combinados de sushi e sashimi variam entre 12, 16, 20, 30 e 40 peças.

Os Ebi estão no menu: Camarão envolto no salmão e shitake
Os Ebi estão no menu: Camarão envolto no salmão e shitake

O ambiente do Kojin é austero e ao mesmo tempo moderno, despojado. O salão único recebe até 30 pessoas. Cícero Albuquerque viu de perto todas as mudanças que aconteceram no cenário de comida oriental em Natal. E pode criticar com propriedade.

Com 25 anos dedicados à culinária oriental, Cícero Albuquerque critica a banalização: “O segmento cresceu, mas vejo muita falta de cuidado”
Com 25 anos dedicados à culinária oriental, Cícero Albuquerque critica a banalização: “O segmento cresceu, mas vejo muita falta de cuidado”

“Foi bom o crescimento dos restaurantes japoneses, mas também facilitou a queda de qualidade e a banalização. Vejo muita falta de cuidado. O mercado absorveu muita gente despreparada. Era só aprender a cortar um peixe que já virava sushiman. E não é isso. Tem que ter a essência no paladar e nas mãos. Só do toque saber se o arroz está bom ou não. São esses detalhes que fazem a diferença”, afirma o potiguar de disciplina oriental.

Serviço:
Kojin Restaurante Japonês. Rua Ceará Mirim, 620, Tirol. Aberto diariamente das 12 às 22h para almoço e jantar (com delivery). Tel.: 2030-0939/99995-5218.


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