Vencedores e Vencidos

Publicação: 2019-07-21 00:00:00 | Comentários: 0
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Fernando Calmon
Jornalista automotivo

O mercado automotivo brasileiro cresceu 12% neste primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2018. No entanto, a categoria de SUVs e assemelhados continua a aumentar sua participação nas vendas, atingindo o recorde de 21% com tendência a aumentar. Esse é um fenômeno mundial que começou nos Estados Unidos (lá representam quase 55% do total de veículos) e se espalhou para a Europa com aproximadamente 30% de tudo que lá se comercializa.

Embora hatchessubcompactos e compactos ainda representem 40% do total no Brasil, o subsegmento de SUVs compactos não para de crescer. E foi justamente nele que ocorreu a única mudança de liderança do ranking da coluna. O Jeep "Renegade", pela primeira vez, desde seu lançamento em março de 2015, assumiu a ponta em um semestre e reúne boa chance de fechar o ano nessa posição. No entanto, foi a vitória menos folgada, apenas quatro pontos percentuais à frente do Nissan Kicks.

Por outro lado, o que alcançou a liderança esmagadora foi o "Mercedes-Benz Classe S", com 89%. Mas, esse é um segmento minúsculo, de vendas simbólicas (cinco dos oito modelos não acharam nenhum comprador). Os dominadores continuam a ter resultados acima de 50% de participação: Kwid, BMW Séries 5/6, Mustang, Compass, Fit/WR-V e a mais longeva líder, a picape Strada. Ela voltou a superar os 50% e deixou as três adversárias diretas bem para trás.

Nosso ranking tem base técnica com classificação por silhuetas. A referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. O enquadramento às vezes implica dúvidas e a escolha, em pouquíssimos casos, torna-se subjetiva.

A base da "pesquisa" é o RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de três) e em função da importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatchsubcompacto: Kwid, 55%; Mobi, 35%; up!, 8%. Kwid se consolida.

Hatch compacto: Onix, 28%; HB20, 13%; Ka, 12%; Gol, 9,2%; Argo, 8,7%; Polo, 8%; Sandero, 5,4%; Fox, 5%; Yaris, 4,3%; Uno, 2,3%; Etios, 2,1%. Líder ainda mais à frente.

Sedã compacto: Prisma, 21%; Ka, 11,7%; Virtus, 11,2%; HB20, 8%; Voyage, 7,8%; Yaris, 7,5%; Logan, 6,5%; Cronos, 5,6%; Versa, 5,1%; Grand Siena, 4,7%, City, 4%; Cobalt, 3,4%; Etios, 3,1%. Prisma com folga.

Sedã médio-compacto: Corolla, 42%; Civic, 22%; Cruze 14%; Jetta, 9%. Inabalável liderança.

Sedã médio-grande: Mercedes Classe C, 32%; BMW Séries 3/4, 25%; Fusion, 12%. Líder se manteve.

Sedã grande: BMW Séries 5/6, 51%; Mercedes Classe E/CLS, 29%; Panamera, 11%. BMW avançou.

Sedã de topo: Mercedes Classe S, 89%; BMW Série 7, 7%; Rolls-RoyceWraith, 4%. Resultado esmagador.

Cupê esportivo: Mustang, 54%; Camaro, 21%; BMW M2, 12%. Mustang muito firme.

Cupê esporte: 718 Boxster/Cayman, 47%; 911, 25%; BMW Z4, 9%. Porsche absoluta.

SUV compacto: Renegade, 18%; Kicks, 14%; Creta, 13%; HR-V, 12,7%; EcoSport, 8%; Captur, 7,4%; Duster, 7%; Tracker, 4,7%; T-Cross, 4,3%. Renegade virou o jogo.

SUV médio-compacto: Compass, 60%; ix35/Tucson, 10%; Sportage, 4%. Líder aumenta vantagem.

SUV médio-grande: SW4, 32%; Tiguan, 27%; Equinox, 12%. SW4 com menos folga.

SUV grande: Trailblazer, 32%; Range Rover Velar, 10,7%; Volvo XC90, 10,5%. Trailblazer ainda firme.

Monovolume: Fit/WR-V, 57%; Spin, 37%; C3 Aircross, 5%. Líder sem discussão.

Picape pequena: Strada, 54%; Saveiro, 28%; Montana, 9%. Strada imbatível.

Picape média: Toro, 32%; Hilux, 22%; S10, 16%. Liderança serena.

Há 40 anos, Fiat 147 a álcool
O primeiro carro a álcool produzido em série no mundo completou 40 anos. No dia  5 de julho de 1979, a Fiat Automóveis, sediada em Betim, Minas Gerais, lançou o carro 147 a álcool, logo apelidado de "Cachacinha" pelo público, em consequência  do odor característico exalado pelo escapamento. Aquela primeira unidade, de cor preta, foto acima, à esquerda, na época foi vendida ao Ministério da Fazenda, de Brasília, DF, e hoje faz parte do acervo de carros antigos da "Fiat" em estado praticamente original, sem restauração.

A história do automóvel "147 a álcool" teve início em 1976, com as pesquisas e desenvolvimento do motor movido ao derivado da cana-de-açúcar. No mesmo ano, em sua primeira participação no Salão do Automóvel de São Paulo, a Fiat expôs um protótipo de testes do 147 a álcool. O motor de 1,3 litro acabou se mostrando mais adequado para o uso do combustível que o de 1,05 litro, e assim foi lançada a versão com 62 cv (1 cv a mais que no similar a gasolina) e torque de 11,5 m.kgf. Até 1987, período em que o 147 foi vendido no Brasil, 120.516 unidades a álcool ganharam as ruas do Brasil.









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