Vendas caem 0,6% e se distanciam de pico histórico

Publicação: 2019-06-13 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com abril de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,7% em abril de 2019. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,6% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 1,4%.

Cinco entre as oito atividades do varejo nacional registraram perda nas vendas em abril ante março
Cinco entre as oito atividades do varejo nacional registraram perda nas vendas em abril ante março

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas ficaram estáveis (0,0%) em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2018, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,1% em abril de 2019. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 2,5% no ano, segundo o IBGE. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 3,5%.

Cinco entre as oito atividades do varejo registraram perdas nas vendas em abril ante março. Na média global, houve redução de 0,6% no volume de vendas. A redução de 1,8% nas vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo deu a maior contribuição para a queda global, seguida pela perda de 5,5% na atividade de Tecidos, vestuário e calçados.

Os demais recuos ocorreram em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,0%). Por outro lado, houve avanços em Móveis e eletrodomésticos (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (0,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (4,3%).

Longe do pico
As vendas do comércio varejista estão 7,3% abaixo do pico alcançado em outubro de 2014. “Tem um longo caminho a ser percorrido para que o varejo retorne às taxas alcançadas em 2014. O ano de 2019 ainda não contribuiu para esse crescimento, na medida em que o varejo teve crescimento zero em relação ao patamar de dezembro de 2018", ressaltou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume vendido em abril estava 10,8% aquém do patamar recorde alcançado em agosto de 2012.

Perda de ritmo
O comportamento do comércio varejista brasileiro nos últimos três meses mostra perda de ritmo, avaliou Isabella Nunes. As vendas recuaram 0,6% em abril ante março, após dois meses de estabilidade: 0,1% em março e -0,1% em fevereiro.

“O varejo recua após dois meses de estabilidade, é só essa observação já mostra a perda de ritmo no varejo em 2019. A queda foi disseminada no varejo em abril, mas principal impacto foi do setor de supermercados (-1,8% em abril ante março). Os supermercados recuaram pelo terceiro mês seguido, acumulando uma perda de 3,4% no período", ressaltou Isabella Nunes.

Segundo a pesquisadora, as vendas dos supermercados têm sido afetadas tanto por um aumento nos preços dos alimentos consumidos no domicílio quanto pela estabilidade da massa de rendimentos dos trabalhadores. Ainda assim, o setor consegue acumular crescimento de 2,0% nas vendas em 12 meses, um dos segmentos com melhor desempenho, por vender bens essenciais.

“A atividade econômica em baixa, a alta capacidade ociosa, o desemprego chegando a 13 milhões de pessoas, e mesmo o emprego gerado é na informalidade. Tudo isso faz com que a massa de rendimentos não cresça de forma suficiente para estimular o consumo, que fica restrito às necessidade mais básicas, como supermercados e setor farmacêutico", enumerou Isabella.





continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários