Vendas do varejo caem 0,5% em julho

Publicação: 2018-09-14 00:00:00 | Comentários: 0
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As vendas do comércio varejista caíram 0,5% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o terceiro recuo seguido nessa base de comparação. Nos três meses de queda, as vendas do varejo restrito acumularam baixa de 2,3%, informou o IBGE.

Queda nas vendas é avaliada como reflexo da greve dos caminhoneiros, ocorrida no mês de maio
Queda nas vendas é avaliada como reflexo da greve dos caminhoneiros, ocorrida no mês de maio

Na comparação com julho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram queda de 1,0% em julho de 2018. Com isso, as vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,3% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,2%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,4% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. Na comparação com julho de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,0% em julho de 2018. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,4% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,5%.

A queda de 1,0% nas vendas do varejo restrito em julho ante julho de 2017 quebrou uma sequência de 15 altas seguidas nessa base de comparação. Além disso, a queda ocorreu em cinco das oito atividades pesquisadas pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Na comparação com 2017, o IBGE destacou a influência da base de comparação elevada, “considerando a liberação de recursos do FGTS, ocorrida entre março e julho de 2017".

Os principais destaques negativos de julho vieram de Combustíveis e lubrificantes (- 9,2%), Móveis e eletrodomésticos (-6,9%) e Tecidos, vestuário e calçados (-8,4%), seguidos por Livros, jornais, revistas e papelaria (-10,1%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,3%).

Na contramão, encontram-se Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%), setor de maior peso na estrutura do varejo, seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,5%).

No varejo ampliado, a venda de veículos em julho ficou 16,9% acima de julho de 2017. Segundo a gerente da Coordenação de Comércio e Serviços do IBGE, Isabella Nunes, a maior oferta de crédito para a compra de carros impulsiona as vendas neste ano. Já as vendas de material de construção avançaram 2,2% na mesma base de comparação.

A greve dos caminhoneiros deixou marcas nas vendas do varejo até julho. Segundo Isabella Nunes, nenhuma das atividades do varejo investigadas na PMC recuperou o nível de abril, após a paralisação das estradas no fim de maio. “Se comparar julho com abril nada se recupera", afirmou Isabella.  Para ela, a greve foi um “evento que impactou". Além disso, em junho houve impactos indiretos da greve, que desgastou a confiança dos consumidores.”






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