Vendas do varejo estão 6,6% abaixo do pico verificado em 2014, diz IBGE

Publicação: 2019-04-09 11:50:00 | Comentários: 0
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O comércio varejista ficou estagnado (0,0%) na passagem de janeiro para fevereiro, mantendo o patamar de vendas 6,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em outubro de 2014, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2016, as vendas chegaram a ficar 13,4% abaixo do ápice da série histórica, iniciada em 2000.

"Estagnou em relação a janeiro, mas a gente não pode deixar de observar que houve crescimento antes. A gente não pode ignorar todo esse esforço que o varejo fez para recuperar (desde dezembro de 2016)", ponderou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve recuo de 0,8% nas vendas em fevereiro. O volume vendido ficou 12,2% aquém do patamar recorde alcançado em agosto de 2012. Em setembro de 2016, as vendas operavam 22,2% abaixo do pico.

Média móvel

Segundo o IBGE, o índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve queda de 0,6% em fevereiro de 2019.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas registrou redução de 0,5% em fevereiro.

Revisões

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo ampliado em dezembro de 2018 ante novembro, de uma queda de 1,7% para um recuo de 1,8%. O dado de novembro ante outubro foi revisto de alta de 1,3% para 1,4%.

Vendas do varejo estão 6,6% abaixo do pico verificado em 2014, diz IBGE

Quatro entre as oito atividades do varejo registraram avanços nas vendas em fevereiro ante janeiro, segundo os dados do IBGE. Na média global, houve estabilidade (0,0%) no volume de vendas.

Entre os setores em expansão, o destaque foi para Tecidos, vestuário e calçados (4,4%), seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

As perdas ocorreram em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), Combustíveis e lubrificantes (-0,9%), Móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%).

As vendas dos supermercados, atividade com maior peso na pesquisa, foram prejudicadas por uma elevação nos preços dos alimentos, informou Isabella Nunes. "Os preços afetaram o desempenho de supermercados tanto na comparação com ajuste sazonal quanto na interanual", observou Nunes.

Quanto ao comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% em fevereiro ante janeiro. As vendas de Veículos, motos, partes e peças caíram 0,9%, enquanto o setor de Material de construção teve redução de 0,3%.

Estadão Conteúdo



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