Vendas sobem em janeiro, mas estão longe do pico

Publicação: 2019-03-15 00:00:00 | Comentários: 0
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As vendas do comércio varejista subiram 0,4% em janeiro de 2019 ante dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com janeiro de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,9% em janeiro de 2019. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,9% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 2,2%.

Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 1,9% neste ano
Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 1,9% neste ano

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,0% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com janeiro de 2018, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,5% em janeiro de 2019. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 3,5% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 4,7%.

Apesar da evolução, o volume vendido operava em janeiro 6,6% abaixo do ponto mais alto da série, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Ou seja, ainda há um caminho a ser percorrido até que o varejo atinja o ponto mais alto alcançado em outubro de 2014", ponderou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

Em dezembro de 2016, as vendas chegaram a ficar 13,4% abaixo do ápice da série histórica, iniciada em 2000.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, também houve aumento nas vendas em janeiro (1,0%). O volume vendido ficou 11,4% aquém do patamar recorde alcançado em agosto de 2012. Em setembro de 2016, as vendas operavam 22,2% abaixo do pico.

Recuperação
Uma recuperação mais homogênea e vigorosa das vendas no varejo ainda depende de uma melhora mais substancial na renda das famílias e do crédito, segundo Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O comércio varejista depende basicamente de renda disponível, de financiamento e também de algum acréscimo extraordinário de renda, como aconteceu em 2017 com a liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Como a massa de renda tem se mantido estável todo o tempo, ela contribuiu, mas não tem capacidade de promover um crescimento mais intenso nas vendas. A taxa de juros que a gente paga ainda é muito elevada em relação ao que a gente pagava em 2014", lembrou Isabella Nunes.

Segundo a pesquisadora, o avanço na ocupação via informalidade no mercado de trabalho também limita um crescimento na renda das famílias, fazendo com que destinem o orçamento disponível para a aquisição de itens básicos. “O consumo que aparece forte e vem se destacando é justamente o mais ligado a produtos básicos. O consumo de itens de valor agregado mais elevado depende dessas outras condicionantes", disse Nunes.










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