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Vereadores denunciaram “supersalários”
Publicado: 00:00:00 - 17/12/2015 Atualizado: 00:48:18 - 17/12/2015
Inicialmente, a existência de pagamento de supersalários na Semob foi denunciada na Câmara Municipal pela oposição e, posteriormente, pela situação. No dia 6 de outubro último, o vereador Genivan Vale (Pros), em pronunciamento na sessão do dia, alertou para números contidos no Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró com relação ao salário de alguns servidores. Em alguns casos, a remuneração do servidor chegava a ser dez vezes mais que o salário-base.

O vereador relatou o caso de um agente municipal de trânsito, que tem um salário-base de R$ 1.900, e recebe de vantagens pessoais o valor superior a R$ 10 mil. “E essa é uma situação que se repete mês após mês. E é inaceitável. O supersalário de alguns servidores é uma injustiça com os servidores que trabalham de sol a sol para ganhar seu salário-base”, declarou Genivan à época.

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A denúncia ganhou ainda mais força no último dia 4 de novembro, quando o líder do governo na Câmara, vereador Soldado Jadson (SDD), confirmou e reforçou a existência de tais irregularidades. Soldado Jadson apresentou, na tribuna, cópia de contracheque de um agente municipal de trânsito com vencimento de cerca de R$ 12 mil por mês. "Existe um pequeno grupo, altamente privilegiado, que ganha R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 12 mil, com funções gratificadas, e chegam a receber até mais do que o secretário Charlejandro. Esse tipo de privilégio é inaceitável, não vamos aceitar", protestou à época.

O MPRN abriu procedimento que culminou com a Operação Desmob a partir das denúncias feitas na Câmara, segundo confirmou o promotor Fábio Thé.

O vereador Soldado Jadson foi um dos ouvidos na Operação Desmob. O MPRN informou que o depoimento dele está sob sigilo. Mas o vereador disse que esteve no órgão ministerial para prestar alguns esclarecimentos sobre a denúncia feita por ele na Câmara sobre os “supersalários”. Soldado Jadson declarou ainda que estranhou que alguns servidores que recebiam supersalários não estejam sendo investigados e ‘figuram até o momento como testemunhas’. Soldado Jadson também teve a apreensão do seu celular decidida pela 3ª Vara Criminal de Mossoró.

*Com a colaboração do Jornal de Fato

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