O vereador relatou o caso de um agente municipal de trânsito, que tem um salário-base de R$ 1.900, e recebe de vantagens pessoais o valor superior a R$ 10 mil. “E essa é uma situação que se repete mês após mês. E é inaceitável. O supersalário de alguns servidores é uma injustiça com os servidores que trabalham de sol a sol para ganhar seu salário-base”, declarou Genivan à época.
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A denúncia ganhou ainda mais força no último dia 4 de novembro, quando o líder do governo na Câmara, vereador Soldado Jadson (SDD), confirmou e reforçou a existência de tais irregularidades. Soldado Jadson apresentou, na tribuna, cópia de contracheque de um agente municipal de trânsito com vencimento de cerca de R$ 12 mil por mês. "Existe um pequeno grupo, altamente privilegiado, que ganha R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 12 mil, com funções gratificadas, e chegam a receber até mais do que o secretário Charlejandro. Esse tipo de privilégio é inaceitável, não vamos aceitar", protestou à época.O MPRN abriu procedimento que culminou com a Operação Desmob a partir das denúncias feitas na Câmara, segundo confirmou o promotor Fábio Thé.
O vereador Soldado Jadson foi um dos ouvidos na Operação Desmob. O MPRN informou que o depoimento dele está sob sigilo. Mas o vereador disse que esteve no órgão ministerial para prestar alguns esclarecimentos sobre a denúncia feita por ele na Câmara sobre os “supersalários”. Soldado Jadson declarou ainda que estranhou que alguns servidores que recebiam supersalários não estejam sendo investigados e ‘figuram até o momento como testemunhas’. Soldado Jadson também teve a apreensão do seu celular decidida pela 3ª Vara Criminal de Mossoró.
*Com a colaboração do Jornal de Fato