Viagem enológica à Itália

Publicação: 2017-10-06 00:07:00 | Comentários: 0
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Tão visceral é a cultura do vinho na Itália, que fica difícil dissociar o país do deus Baco, da bebida do deus Baco. A Itália tem números que impressionam por sua grandeza, constância e diversidade. São quase 1 milhão de hectares de vinhas plantadas, formando um verdadeiro canteiro de videiras de norte a sul do país. Um acervo ampelográfico de dar inveja ao mundo, com mais de 300 castas autóctones, números que o coloca no ranking como segundo maior produtor do planeta, posição que trocou com seu arqui-rival, a França, em 2013, a época com exportações da ordem de 5 bilhões de euros, um faturamento biliardário, superando o mercado do Champagne francês com o seus Spumantes: Proseccos, Lambruscos e Franciacorta. São mais de 18.000 vinhos produzidos, nos mais diversos estilos, com uvas advindas desde os Alpes, no norte do país, até as ilhas do sul próximas da África.

Viagem enológica à Itália

Não por acaso os gregos a denominaram quando a dominaram pelo sul (Sicilia) de Enotria (pátria do vinho). Em termos de consumo, a Itália disputa com a França seus 45 litros per capita por ano, e produz vinhos que são verdadeiros sonhos de consumo de apreciadores do mundo todo, a exemplo dos Brunellos di Montalcino, Barolos e Amarones Della Valpolicella. Como de praxe a minha viagem deste ano pela Europa contemplará alguns dias em Reims, capital da Champagne, onde visitarei as Maisons (Casas) Lanson, Deutz e Pommery, uma breve passagem pelos vinhedos suíços, uma incursão a região da Provence, com visita a alguns Châteaux, e em especial ao premiado Château de Pourcieux, tendo como base a cidade de Nice, na Côte d’Azur, mas o foco absoluto da viagem, com as três regiões mais importantes será mesmo a Itália, onde estarei do dia 15 de outubro ao dia 02 e novembro.

A Toscana, no centro do país, será a primeira região visitada. Na cidade de Firenze (Florença), capital da região, encontrarei com um grupo de 8 pessoas de Natal e Recife para as quais tracei um roteiro vitivinícola e enogastronômico prá lá de especial, com Cantinas em Chianti Clássico: Antinori e Brancaia; em Montalcino: Camigliano, Mastrojanni, Castelo Banfi,  e em Bolgheri: Enoteca-Osteria Sassicaia. Da Toscana, conduzirei o grupo à região da Ligúria, para conhecer e apreciar os vinhos de Cinque Terre.

De lá partiremos para a cidade de Nice na Provence, França, onde conheceremos os melhores rosés do mundo, e depois retornaremos à Itália para a região do Piemonte, cidade de Barolo, onde visitaremos as Cantinas do Angelo Gaja e Azienda Agrícola Pietro Rinaldi, finalizando com a região do Veneto, tendo como base a cidade de Verona, para visitar na DO Valpolicella, às Cantinas: Allegrine, Azienda Masi e Monte Del Frà. Serão muitos Barolos, Brunellos e Amarones num giro italiano com previsão de litragem para cerca de 250 vinhos provados, alguns dos quais raros, caros e simplesmente espetaculares.

Geografia do Vinho Italiano
Do Norte ao Sul da Itália, as regiões produtoras são: Valle d’Aosta, Lombardia e Piemonte a Noroeste. Trentino e Alto-Adge, Friuli-Venezia-Giulia e Veneto a Nordeste. Na região central, sucedem-se: Ligúria, Emilia-Romana, Toscana, Marche, Umbria, Lazio, Abruzzo e Molise. E na região sul italiana ficam a Campania, Puglia, Basilicata, Calábria e Sicília. Também faz parte do sul a ilha da Sardenha que fica a oeste no centro-sul do território italiano. No norte da Itália, as condições geo-climáticas são extremamente favoráveis à produção de vinhos brancos e espumantes, a exemplo do Prosecco e do Franciacorta.

Na Itália central a Toscana, Marche, Umbria, Lazio, Abruzzo e Molise, lideram com os vinhos tintos e apresentam um clima mais temperado. E no sul do país, as regiões da Puglia, Basilicata, Calabria e Sicília fazem os vinhos tintos de maior pegada, com teor de álcool mais elevado por seu clima ensolarado e seu solo vulcânico, na Sicília com a presença do vulcão Etna. Acompanhe nas próximas matérias a revelação destes lugares com seus vinhos incríveis.  



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