“Viúva Negra” é esfaqueada e polícia prende acusados

Publicação: 2008-01-04 00:00:00 | Comentários: 2
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CRIME - Aldenilson Costa confessa que esfaqueou Maria Nazaré, mas Ednaldo Barbosa nega ter ajudado

Os irmãos Aldenilson Costa Bezerril, o “Júnior”, de 25 anos, e Ednaldo Barbosa de Lima, o “Galego”, 23, são acusados de esfaquear Maria Nazaré Felix de Lima, 54, mais conhecida como “Viúva Negra”, por ter sido responsável pela morte de três maridos, durante a década de 90. Até o meio-dia de ontem, ela se encontrava em estado de coma, no Hospital Santa Catarina. “Galego” nega a acusação de ter segurado a vítima, mas Aldenilson assume ter dado a facada e diz que cometeu o crime motivado pela agressão de Nazaré a uma irmã, Francisca Barbosa de Lima, ocorrida em 2002.

“Ela já tinha furado minha irmã anos atrás e só agora fui encontrar ela em Ielmo Marinho. Quando a vi bebendo em um bar  fui em casa pegar a faca e voltei, mas meu irmão não segurou, ele nem sabia que eu tinha ido pegar a faca”, garantiu Aldenilson Costa. O golpe foi no tórax de Maria Nazaré e atingiu um dos pulmões. Ednaldo também nega que soubesse da intenção do irmão e diz não ter segurado a vítima, mas testemunhas afirmaram que os dois agiram juntos, logo após a “Viúva Negra” ter ido ao balcão pedir uma bebida (ela é proibida de beber no município).

O crime ocorreu no último sábado de 2007, no bar de “Chico Belo”, por volta das 21h30 e os acusados foram presos horas depois, na madrugada de domingo, ainda em Ielmo Marinho. Eles foram autuados por tentativa de homicídio, mas caso Maria Nazaré venha a falecer irão responder por homicídio.

Vítima ficou famosa

Maria Nazaré Felix de Lima não tem a simpatia da população em Ielmo Marinho. Além de assassinar três maridos, sendo condenada por dois desses crimes, ela esfaqueou a comerciante Francisca Barbosa de Lima, em 2002. Na época, a criminosa alegou ter ficado com raiva da comerciante, por esta ter lhe expulsado do bar.  Ela tinha sido libertada dois anos antes e voltou à cadeia por conta do novo crime.

A raiva também teria sido o motivo do assassinato de seus três ex-maridos. O primeiro foi morto em 1991 e se chamava Vítor Maciel. Nazaré convivia há seis anos com ele e o assassinou com uma chibanca, espécie de picareta. A viúva estaria supostamente cansada de apanhar do companheiro. Após passar 10 meses em uma delegacia e ser libertada, foi novamente presa por desrespeitar a condicional e levada para a Penitenciária João Chaves, de onde fugiu.

Em 1994, ela reapareceu após matar com um tiro de espingarda um novo companheiro, Luís Batista, no município de Salgueiro, em Pernambuco. A vítima teria matado o próprio pai e isso enfureceu a criminosa, que foi absolvida dessa acusação. Já em 1994, novamente livre após passar um novo período na João Chaves, ela matou a pauladas o companheiro Luís Rodrigues. Desta vez, só foi libertada em 2000, dois anos antes de esfaquear a comerciante em Ielmo Marinho.

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Comentários

  • jeronimo69

    ISSO NÃO É UMA MULHER É O CÃO...FAZ AQUI PAGA AQUI

  • naudonit

    Duas coisinhas, por que Natal não tem manicômio judiciário? e se não tem, por que uma pessoa com um histórico desses continua na sociedade? e se não não tem, por que não mandaram para outro estado que tivesse? e se não tivesse sido morta, talvez matasse outras pessoas. O dono do bar vende a bebida por medo? ele sabe que uma pessoa assim tem um mecanismo que dispara com a bebida? isto é, tem gente que é até a melhor pessoa do mundo mas quando bebe...! Muitos que lerem esse comentário sabem que é assim, difícil não encontrar um; embora não chegue a ser comparado com esse caso, lógico. A psicologia do ser humano é muito imprevisível, mas alguns casos seguem um 'continuum' então em vez de jogar a pessoa ao seu próprio destino o estado tem que se mexer, até porque outros e outros casos acontecem, até outros "fazerem justiça com as próprias mãos". Investigue-se, e se faça estudos para que não se repitam casos assim; a sociedade está cansada de violência gratuita, geralmente acompanhada de drogas lícitas e ilícitas, além da apologia da violência.