Volta por cima

Publicação: 2020-01-03 00:00:00
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Rubens Lemos Filho
rubinholemos@gmail.com

Créditos: Divulgaçãoresetreset


Estou fazendo um ano de vida verdadeira. Nos últimos cinco, vivi a ciranda da insegurança e da perseguição  de um ex-governante traiçoeiro. Ele fechou as portas que estavam abertas e travou por dentro as que percorri em busca de oportunidade.

O povo lhe aplicou surra homérica, ele com todas as autoridades da função da qual foi escolhido o pior dos últimos 30 anos. Se o critério fosse agilidade paquiderme ao administrar e ódio encarnado de tratar adversário, nem assim subiria outra vez a rampa.

 Estou fazendo um ano de vida. Faço(fazia) campanha política na área de assessoria de imprensa e redação desde 1992, um ano antes de o meu primeiro filho(Caio) nascer. Dei a Caio o prenome do meu primeiro candidato, dentre todos, o mais correto.
Ganhei e perdi durante a vida beirando os 50 Anos. Sem agredir os vitoriosos nem a eles servilmente aderir. Participei de campanhas memoráveis, dei meu suor e tive sorte de jamais ver o tinto do sangue ou dos dinheiros azinhavres manchando minhas mãos.

 Passei cinco meses desempregado, estourei todos os meus créditos mas resisti. O pêndulo do relógio da minha velha infância, se movimenta e bate no inexorável ciclo de ir à frente.

 Relógio com replay é somente o dos jogos de televisão torturando o vivente com replays vexatórios de Casemiro ou Renato Augusto.Sou insatisfeito com o futebol brasileiro monstruoso, de cintura de chumbo e de pés de sueco passista de samba.

 Sobrevivi à sanha de um poderoso que atingiu (doeu), minha família sofrendo os efeitos de um pai fragilizado e sem saber onde aprumar o leme. O que mais me marcou foi voltar a escrever na Tribuna do Norte.

 Meu renascimento profissional dedico a todos os diretores: Ricardo Alves, Flávio Azevedo, Agnelinho, Alex Medeiros, Cledivânia(como Cleo tornou-se uma editora plena)  e um cara que é amigo, é irmão: Henrique Eduardo. Escrevi um novo livro, a biografia do médico eterno do América, Maeterlink Rêgo, uma dessas parcerias que viram tabelinhas afetivas.

 Perdi amigos, tive outros sofridos e cheguei junto. Na minha velha Rua Ezequias Pegado, éramos de mães diferentes. O que um sofria, o outro absorvia. A rua, que evito, por saudades de minha avó, é outra, modernizada, com clínicas e condomínios.

 De longe, descubro o espaço onde nossos craques Flávio Tércio e Adriano Didica faziam evoluções autorais com a velha bola dente de leite. Hoje, Tércio e Didica seriam titulares de qualquer time profissional. Eram sensacionais. Na arte do drible.

 Detesto o Natal pela hipocrisia e o Ano Novo pela ostentação. Detesto, mas não vou brigar. Fazia tempo, pois, que não entrava o ano tão leve, tão arejado d’alma, olhando ao tempo e a ele suplicando chuva no interior.

 Esperando a governadora ouvir menos teóricos e deixar Coronel Araújo varrer a horda de vagabundagem que infesta o Estado. Não acredita que estou feliz? Sugiro a você, ranzinza e intolerante, um bom banho de mar. Sal, água e areia do Deusterapia. Só não sai melhor quem não tem sensibilidade e desejo.

  Nem é necessário ouvir a canção de Ivan Lins sobre a felicidade. É jogar o sentimento na roda de samba de raiz – que não inclui versões sertanejas abomináveis – os versos se farão imã, escolhendo aqueles de cabeça leve e coração tranquilo.

Depois, sugiro Martinho da Vila para o samba bem-vindo seu 20, libera o rebolado, conduz o repique, ajeita a cuíca que o povão vai desfilar. Estado de espírito também se conta. Compartilhar alegria é cláusula pétrea, dos resistentes da vida.

Fim de semana
O campeonato estadual começa fim de semana com quatro jogos sem torcida, resultado de baderna das chamadas “organizadas”. Poderia aqui dizer que o torcedor será poupado do baixo nível dos times. Não meu protesto é pela leniência das autoridades publicassem relação aos marginais.

Conjunção
Há, segundo informantes da área penitenciária, a instrumentalização das torcidas organizadas a mando das duas facções distribuídas pelos presídios e determinando o que os paspalhos vestidos de ABC e América devem fazer para bagunçar.

Diá Está arrumando – não com as peças que desejava    -, o ABC para o Estadual. Vi o jogo contra o Botafogo e, salvo engano, ensaiou-se uma rebelião das traves, pelos maus tratos.

Na frente
O América está na dianteira tanto no campo quanto na organização financeira. Seu presidente, o jovem empresário Leonardo Bezerra atende a todos e a qualquer hora. É um cara antenado com a comunicação moderna.

Teste
No seu primeiro teste de fogo, Leonardo Bezerra não pediu arrego. Era demitir ou não o atacante Felipe Augusto, por atos de baderna. Botou para fora e pronto. Agora os outros pisam macio pois sabem que vacilou, tome chibanca.

Jornal dos Sports
Leonardo Bezerra lembrou um fato que enche o peito de saudade. Ele eu conheci na Banca do Tio Bezerrinha, correndo atrás de Placar, Jornal do Brasil. Foi quando Leonardo completou: “Sua tara mesmo era o Jornal dos Sports”. Aí, rolou uma gota afoita do olho direito.









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