Votação deve ser concluída até sábado no plenário da Câmara

Publicação: 2019-07-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) — Com o adiamento da apreciação dos destaques (sugestões de mudança ao texto-base) para hoje, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estima que a conclusão da votação da reforma da Previdência deve ficar para sexta-feira ou até mesmo para o sábado de manhã. Para o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA), no entanto, a apreciação dos destaques deve tomar toda a quinta-feira, o que deve adiar a votação da reforma em segundo turno para a próxima semana.

Rogério Marinho e Onyx Lorenzoni comemoram o resultado da votação em primeiro turno
Rogério Marinho e Onyx Lorenzoni comemoram o resultado da votação em primeiro turno

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado pelo Plenário da Câmara por 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado foi proclamado por Rodrigo Maia, que se emocionou e foi muito aplaudido pelos parlamentares. O placar superou os cálculos que haviam sido divulgados pelo governo e pelos líderes partidários, com ampla margem de apoio. Para aprovar o texto, eram necessários, no mínimo, 308 votos.

A votação foi realizada em primeiro turno, e ainda é preciso aprovar a reforma em um segundo turno de votação. Essa segunda etapa só pode ocorrer após a votação dos destaques - propostas de alteração de trechos específicos do texto, que podem mudar o texto final da reforma.

Os destaques serão apreciados hoje. Depois, haverá uma nova votação na Câmara, o segundo turno. Se aprovado, o texto segue para o Senado. A expectativa era que eles já fossem votados ao longo da madrugada de hoje, mas Maia interrompeu a sessão pouco antes das 21 horas. Nem os líderes antecipavam o movimento.

"O próximo destaque tinha um impacto muito grande de perda de economia. Então era melhor parar", disse Maia. O item que o presidente da Câmara evitou votar mudava a regra de pensão por morte proposta no texto-base para impedir que haja o pagamento de benefícios abaixo do salário mínimo (assim está previsto no texto aprovado).

Pouco antes, o plenário havia rejeitado destaque para retirar os professores da reforma da Previdência - porém, por um placar muito apertado, de 265 votos a 184, indicando dificuldades para barrar outras alterações no texto principal. Entre a votação do texto-base e do primeiro destaque, 58 parlamentares deixaram a Casa.





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