Votação sem pressa

Publicação: 2018-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Com a decisão do colegiado de líderes da Assembleia Legislativa, que não acatou a votação do pacote de ajuste fiscal em regime de urgência, dificilmente os deputados vão apreciar os dezoito projetos, enviados pelo governo, no período da convocação extraordinária. Provavelmente, alguns projetos ficarão para o período legislativo regular, a partir de fevereiro.

Recepção dos manifestantes
O deputado estadual Raimundo Fernandes (PSDB) chegou à Assembleia Legislativa em um momento no qual os manifestantes impediam o acesso ao prédio. Ele foi abordado pelos sindicalistas que não permitiram a passagem. Os manifestantes questionaram sobre qual seria o posicionamento do deputado com relação ao ajuste e ele disse que votaria contra as propostas. Em seguida, acatou a obstrução e avisou que não iria insistir para entrar na Assembleia. Retornou e não voltou mais para participar da sessão que votou, e aprovou, a convocação extraordinária.

Confusão na entrada
Quando chegou à Assembleia Legislativa, o deputado Ricardo Motta encontrou um ambiente tenso. Os manifestante se posicionavam nas calçadas, nas vias de acesso, gritavam e insistiam para barrar a passagem do deputado. Na confusão, alguns militantes trocam empurrões com policiais do Batalhão de Choque. Mesmo assim, Ricardo Motta conseguiu passar e entrou na Assembleia.

Resistência na base
A postura de alguns deputados da base aliada do governo, na Assembleia, mostra que a aprovação dos projetos que estão na pauta da convocação extraordinária não terá uma tramitação fácil. O deputado Carlos Augusto, que é o PSD, votou contra a Assembleia acatar o pedido de convocação extraordinária.

Destino das multas
A Prefeitura arrecadou pouco mais de R$ 9 milhões, com multas de trânsito, em 2016. Para garantir transparência na aplicação desses recursos, foi sancionada a lei, de autoria do vereador Felipe Alves (PMDB), que torna obrigatória a divulgação da destinação dos valores das multas aplicadas pelo município, por meio do Diário Oficial e do Portal Eletrônico da Prefeitura na Internet. A informação deverá ser publicada de forma clara e acessível, na última edição do mês do DOM, discriminando o montante das multas aplicadas e a destinação dos valores.

PCdoB contra o ajuste

O PCdoB anunciou que não apoia o pacote de ajuste enviado pelo governador Robinson Faria para votação na Assembleia. O partido decidiu romper com o governo. “Repudiamos as proposições que tentam impor um teto de gasto público e reformar a Previdência”, destacou, em nota. Também apontou que desaprova propostas que possam “restringir direitos dos servidores”. O PCdoB colocou os cargos que ocupa no governo à disposição. Um destes cargos é o de secretário de Esporte, que  vai ser extinto no ajuste. A deputada Cristiane Dantas e vice-governador Fábio Dantas,  filiados ao partido, rejeitam a orientação.

Candidatura
  O vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, defendeu a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Indicado pelo líder petista em 2009 para compor a Corte, José Múcio considerou o nome do petista primordial para o bem da democracia e para o cenário político nacional. “Temo que ele seja impedido sem que haja prova inconteste, quem ganhar vai ter muita dificuldade de governar se isso acontecer”, disse em entrevista a uma rádio pernambucana.

Defesa da reforma
Durante a entrevista, o ministro do TCU José Múcio também defendeu a necessidade das reformas e chamou de “demagogos” candidatos ao Planalto que se mostrem contrário às medidas. “A Previdência tem que se mexer O modelo do que podemos ser é o Rio de Janeiro, a reforma é feito remédio ruim, tem que tomar se não vai morrer. Hoje, a Previdência arrecada menos do que paga”, comentou. Relator das contas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que apontou irregularidades como as pedalas fiscais e posteriormente levou ao impeachment da petista, Múcio afirmou que Dilma poderia ter evitado a derrocada. Para ele, se ela tivesse admitido os erros fiscais e tivesse tomado as recomendações determinadas pelo TCU não teria sofrido o impeachment.

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