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Natal
Walfredo passa a receber apenas politrauma e AVC
Publicado: 00:00:00 - 16/05/2017 Atualizado: 22:27:24 - 15/05/2017
O  Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e Pronto Socorro Clóvis Sarinho, em Tirol, está recebendo apenas pacientes com quadro de politrauma e Acidente Vascular Cerebral (AVC). A diretora geral da unidade, Fátima Pereira Pinheiro disse que a medida é “urgente” e tem como objetivo melhorar a assistência ao paciente, otimizar os insumos e melhorar a qualidade de trabalho do corpo de funcionários.  A direção do hospital estima que metade dos atendimentos feitos por mês são de média ou baixa complexidade, ou seja, não deveriam estar lá. Atualmente, 305 pacientes estão internados em uma estrutura que suporta 247. Na semana passada, 480 pessoas estavam internadas.

Magnus Nascimento
Direção do Walfredo Gurgel explica a regulação do acesso

Direção do Walfredo Gurgel explica a regulação do acesso


Direção do Walfredo Gurgel explica a regulação do acesso

A diretora relatou que os casos mais comuns recebidos na unidade, mas que não se enquadram no perfil do hospital são de pacientes com pé diabético, oncológicos, cirurgia cardíaca e casos de baixa complexidade de maneira geral. “Fazemos um apelo à população. Criou-se a ideia de que qualquer doente deve ser encaminhado ao Walfredo Gurgel, e isso superlotou o nosso hospital, especializado em poli trauma e AVC. Não podemos assumir o que não é da nossa competência. Cada hospital tem a sua responsabilidade e isso tem que ser cumprido”, explicou Fátima Pinheiro.

A implantação do regime de porta regulada segue os critérios definidos nas normas técnicas: Fluxo de Pacientes Clínicos Entre Hospitais Gerais Estaduais, Fluxo de Pacientes Cirúrgicos Entre Hospitais Estaduais e Fluxo de Ortopedia Entre as Unidades Hospitalares da Região Metropolitana, regulamentadas desde 2014, e que desenham o atendimento na unidade para pacientes politraumatizados de lesões neurológicas graves (casos exclusivos de seu perfil assistencial).

 Os demais, que eventualmente cheguem à porta do PS, serão referenciados para as unidades da rede (Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Regional de Natal ou hospital da cidade de origem do paciente), conforme a complexidade do caso. “O paciente vai entrar no hospital e vai ser estabilizado pelo médico, se não  for do nosso perfil ele vai ser encaminhado para outro lugar.  Tudo que fazemos é de extrema responsabilidade”, informou a médica.

Atualmente, o HWG atende a uma demanda entre 200 a 300  pacientes/dia e, segundo o secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes, cerca de 60% dos casos deveriam ser direcionados às unidades de pronto-atendimento ou postos de saúde, como, pacientes com lombalgia, hipoglicemia leve, torções, que tomam a vaga das vítimas de AVC ou traumatismo grave, demandas que estão no perfil da unidade. Mensalmente,  7 mil potiguares utilizam os serviços do maior hospital de urgência e emergência do RN. Com a regulação a intenção é que haja uma maior rotatividade na ocupação dos leitos. Isso proporcionará, a médio prazo, a melhora do índice de renovação de leitos, aumentando, consequentemente, a capacidade de internação nas enfermarias, além de uma melhor assistência aos pacientes.

O processo de discussão que culminou com a implantação da porta regulada do HMWG teve início em fevereiro passado e foi direcionado pelos grupos de trabalho que compõem o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH). “Não havia como postergar mais esse momento do Walfredo Gurgel. As normas existem há três anos, mas ainda precisávamos ter tudo pactuado com outros entes da saúde do RN. Jamais tomaríamos uma decis ão tão séria sem o apoio do Ministério Público ou Secretaria Estadual de Saúde (Sesap)”, relata a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira.

A pactuação citada pela diretora foi motivo inclusive de comunicação também para o Conselho Regional de Medicina (CRM), de Enfermagem (COREN), Coordenadoria de Hospitais de Unidades de Referência (Cohur) da Sesap e Secretaria Municipal de Saúde (SMS), durante o mês de março. Todos cientes e de acordo com a mudança no atendimento do hospital.  “De fora ninguém se incomoda com superlotação, mas aqui dentro nós estamos preocupados com a qualidade da assistência e dos nossos funcionários, eles estão adoecendo porque não aguentam mais essa demanda. Resolvemos conscientizar de dentro  para fora”, disse Fátima Pinheiro.

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