Zé dos Montes, criador de castelo no Agreste Potiguar, morre aos 88 anos

Publicação: 2020-07-07 16:00:00
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Zé dos Montes, idealizador da construção de um castelo que se tornou ponto turístico do município de Sítio Novo, na Região Agreste Potiguar, morreu nessa segunda-feira (6). Conhecido pelas obras que lhe foram inspiradas ainda na infância, José Antônio Barreto faleceu aos 88 anos. Ele era um militar aposentado que deixa uma obra singular no interior do Rio Grande do Norte.

Créditos: Ana SilvaZé dos Montes recebeu orientação divina para construir o casteloZé dos Montes recebeu orientação divina para construir o castelo

Zé dos Montes não era de dar entrevistas. Na construção que rendeu a ele notoriedade, chegou a morar por um período. Mais velho, ele morava em um casa com a sua família, a cerca de 1 quilômetro do castelo. A obra, porém, não deixou de ser frequentada. E não só por ele. O monumento se tornou atração turística e passou a receber visitantes. 

O município de Sítio Novo, onde está localizado o Castelo de Zé dos Montes, fica a 100 quilômetros da capital potiguar. A obra que oferece uma vista das formações rochosas da região foi construída em um espaço a 400 metros de altitude.

A estrutura contou com o trabalho de pedreiros coordenados apenas pelo Zé dos Montes, sem a participação de arquitetos ou de engenheiro civil,. “Tudo foi da cabeça dele mesmo”, disse o filho Joseildo Gomes, em entrevista à Tribuna do Norte, em 2015.

A inspiração para o castelo

A inspiração para a obra foi uma orientação divina de Nossa Senhora dada ao criador, quando ele ainda era criança. O menino cresceu, virou adulto, ingressou na carreira militar, mas aquele episódio não foi apagado da sua memória. Aposentado, ele iniciou em 1984 a construção do castelo em Sítio Novo. Não foi contabilizado o montante gasto para que o projeto fosse concluído.

Na área central do castelo foi construída uma capela, onde há duas imagens das padroeiras da estrutura: Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadete.

Curiosidades

Zé dos Montes já recebeu proposta para vender sua obra, mas não aceitou. “Isso já faz tempo, mas ele não aceitou porque o castelo não foi feito para isso”, disse o filho.

O fluxo de turismo vem de todos os lugares do mundo. No Brasil, os mais frequentes são paraibanos, cearenses, baianos, alagoanos e gaúchos. De fora do País, China, Japão, Holanda, Portugal, Itália e até países do Oriente Médio.