União para o sucesso

Publicação: 2011-12-11 00:00:00
Engevix e Corporación América são dois grupos, o primeiro e brasileiro e o segundo argentino, que atuam em várias áreas, sendo uma delas a construção e operação de aeroportos. Nenhuma das duas tem o setor aeroportuário como seu foco inicial. Contudo, por uma característica comum dos grandes grupos empresariais de atuar em várias áreas, a Engevix e a Corporación América passaram, há 15 anos, a construir e operar aeroportos. De acordo com consultores do setor, os grupos concentram importante experiência em aeroportos ao redor do mundo.
O aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do país, é gerenciado pela Engevix - uma das empresas do consórcio que fará o terminal de São Gonçalo
A especialidade da Infravix, subsidiária do Grupo Engevix no ramo aeroportuário, é construir aeroportos. No Brasil tem projetos em 45% dos aeroportos existentes, segundo dados da própria empresa. Mas também atua na área de engenharia, energia, gestão de projetos, entre outros ramos. A receita anual do Grupo é de R$ 1,7 bilhão. Somente na parte de aeroportos, a Engevix trabalhou no Brasil em Congonhas (SP), Confins (MG) e Galeão (RJ), alguns dos maiores do país.

Todos os projetos estão focados na construção e modernização de terminais aeroportuários. A Engevix define assim as suas possibilidades de atuação no setor aeroportuário: Elaboração de projetos; atualizações em tecnologias; ampliações ou novos terminais e pistas; e fiscalização e gerenciamento de obras.

Já a Corporación América atua com aeroportos, rodovias, energia e agroindústrias. O primeiro setor do grupo foi a indústria têxtil, contudo, com o passar do tempo, se tornou uma das principais operadoras aeroportuárias da América Latina, com atuação em 44 aeroportos em sete países, incluindo a Itália e a Armênia.

Uma das especialidades da Corporación América é providencial quando se trata do futuro do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. O grupo argentino opera quatro terminais de carga pelo mundo, incluindo vários terminais na Argentina e no Uruguai. “O gerenciamento profissionalizado das cargas de importação e exportação e a coordenação logística dos recursos envolvidos constituem os outros eixos da atividade. Os principais clientes são os agentes de carga, as companhias aéreas, os despachantes de alfândega, importadores e exportadores, entre outros”, explica o Grupo, acerca dos terminais na Argentina. Já sobre as atividades no Uruguai, a Corporación América afirma: “É o ponto de entrada e saída de 100% do comércio exterior do Uruguai realizado via aérea, armazenando e garantindo a custódia da mercadoria enquanto se efetiva a sua importação, exportação ou trânsito. O terminal fornece e administra todos os serviços de logística e armazenagem de mercadorias de exportação e importação aérea”.

 Com essa experiência, os dois grupos que formam o Consórcio Inframerica pretendem dar viabilidade e conseguir expandir as atividades do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Antonio Droghetti Neto, vice-presidente da Infravix, resume o espírito do Consórcio Inframerica: “O nosso sócio, a Corporación America, conhece a fundo a operação aeroportuária e nós conhecemos profundamente os projetos para aeroportos. Unimos as duas expertises para fazer deste (o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante) um projeto rentável”.

Alguns aeroportos geridos pela Corporación América

Aeroporto de Trapani, na Itália

O aeroporto internacional de Trapani, também conhecido como aeroporto de Birgi, é um dos mais importantes da Sicília, Itália. Além dos voos domésticos, opera com destinos internacionais para vários pontos da Europa. Pouco mais de 1.69 milhões de passageiros transitaram pelo aeroporto em 2010. Algumas companhias de baixo custo operam no local, tais como: Ryanair e Air One.

Aeroporto de Zvartnots, na Armênia

O aeroporto internacional de Yerevan, mais conhecido como aeroporto de Zvartnots, é o maior da Armênia e serve não só para Erevan (Yerevan) capital, mas em todo o país. Funciona com vários pontos da Europa, vários deles da Europa Oriental, entre outros lugares, além dos voos domésticos. Aproximadamente 1.33 milhões de passageiros passaram em 2009. Flydubai é uma companhia de baixo custo que opera no local.

Aeroporto de Bahia Blanca, na Argentina

O aeroporto de Bahia Blanca, serve à cidade do mesmo nome e área de influência do sul da Província de Buenos Aires, Argentina. O terminal foi ampliado, remodelado e reabriu em junho de 2009.

Aeroporto de Carrasco, no Uruguai

O aeroporto internacional de Montevidéu é o principal aeroporto do Uruguai, concentrando a maioria dos voos domésticos e internacionais do país. O aeroporto de Carrasco é um dos mais modernos da América. Mais de 1.65 milhões de passageiros passaram em 2010. Opera com todos os principais destinos da América Latina, Miami, Madrid, entre outros. O Novo Terminal tem capacidade para dar cabida a 4 milhões e meio de passageiros por ano, o que o posiciona comodamente para se tornar um hub no Mercosul.

Bate-papo

» Daniel Ketchibachián, Diretor da Corporación América
Quantos aeroportos são operados pelas empresas do consórcio? Que aeroportos vocês destacam?

A Corporación América possui experiência de concessão e operação aeroportuária em 40 aeroportos da América Latina e outros países, tais como: Ezeiza e Aeroparque (Argentina), Carrasco (Montevideo, Uruguai) e Guayaquil (Equador), entre outros.

Fale sobre a experiência no aeroporto da Sicília, onde o movimento teve um aumento substancial. Que outros exemplos de sucesso o Consórcio pode apresentar?

O aeroporto de Trapani foi, em 2010, o aeroporto com maior crescimento do mundo. Esse resultado se deve à uma política ativa de sair em busca do tráfego aéreo ao invés de esperar pela demanda, por meio de acordos com linhas aéreas low cost, como por exemplo com a Ryanair, onde, por meio de subvenções, foi possível receber maior quantidade de vôos e consequente aumento do número de passageiros, assim como os ingressos comerciais.

Outros casos de êxito são os aeroportos de Carrasco e Guayaquil, onde foi possível consolidar toda a expertise operacional da Corporación América, incluindo sistemas de última geração, estradas mais cômodas e acessíveis, fazendo com que a estada dos passageiros seja a mais confortável da região. Estabelecimentos comerciais foram alocados de forma a ter a maior captação possível, aumentando assim sua lucratividade.

Alguns outros exemplos de êxito são as salas VIP dos aeroportos. Hoje é um negócio já consolidado, onde executivos tem a vantagem de permanecer por menos tempo no aeroporto e conta com serviços como vallet parking, internet, buffet, sala para relaxamento, acesso prioritário ao embarque, etc.

Existe um projeto para construção de aeroporto em Galápagos? Qual o diferencial desse projeto?

Existe um projeto completo para a construção do aeroporto ecológico de Galápagos, este projeto é auditado e certificado pelo U.S. Green Building Council, sob o programa LEED (Leadership in Energy anda Envariomental Dising) em seu nível Gold, sendo o único aeroporto no mundo com esse nível de certificação. As diferenças são muitas, desde o design à própria construção e até a economia de energia e utilização de fontes de energia renováveis, otimizando o uso da água e ventos e a utilização de materiais certificados em processos especiais de construção.

O que o Consórcio considera de fundamental importância na administração e operação de um aeroporto?

O mais importante na operação de um aeroporto é a paixão com que se trabalha. Não se trata de qualquer indústria de serviços, mas representa a primeira imagem de uma cidade ou país, é por isso que se requer muita responsabilidade e compromisso. A Corporación America é composta por uma equipe de profissionais comprometidos com suas tarefas e essa paixão chega ao passageiro por meio de cada área do aeroporto. Também é importante manter uma estreita relação com as linhas aéreas, com quem mantemos uma gestão conjunta e solidária.

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