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Esportes

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Coritiba faz festa para celebrar 100 anos de vida

Publicação: 12 de Outubro de 2009 às 11:25
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Um observador desavisado certamente estranhará ao se deparar com uma movimentação diferente nas ruas de Curitiba, neste dia 12 de outubro. Por todos os lados, torcedores coxas-brancas exibem com orgulho as cores verde e branco em camisas, bonés e bandeiras. No rosto, um sorriso que expressa uma alegria digna de comemoração de título. Mas afinal, o Coritiba não está em um momento extremamente delicado na tabela do Brasileirão? Não fez campanhas irregulares no Paranaense e na Copa do Brasil? Por que então tanta alegria? Os problemas foram temporariamente esquecidos para dar lugar a algo muito especial: os festejos pelos 100 anos de existência do clube mais tradicional do Paraná.

É dia de celebração, de mostrar orgulho por torcer pelo time campeão brasileiro em 1985. As preocupações foram deixadas de lado nesta segunda-feira, substituídas por uma série de eventos que tem como principal objetivo relembrar a história vitoriosa do clube centenário. Os torcedores terão a oportunidade de reviver as glórias do passado e buscar motivações para sonhar com um futuro melhor no cenário nacional.

O nascimento do Coritiba

Tudo começou com um grupo de jovens de origem alemã, residentes na cidade de Curitiba. Através de Frederico Fritz Essenfelder tiveram o primeiro contato com o futebol, até então uma novidade na cidade. O deslumbramento foi imediato. O grupo resolveu então criar um clube para reunir os novos adeptos do esporte e a fundação do Coritibano Football Club se realizou no Teatro Hauer, no dia 30 de janeiro de 1910. Porém, João Vianna Seiler, o primeiro presidente, resolveu adotar o 12 de outubro de 1909 como data oficial, por ser o dia em que o time recebeu o primeiro convite para disputar um jogo amistoso em Ponta Grossa, perdido por 1 a 0 para o time local. A revanche veio no dia 12 de junho, quando o então renomeado Coritiba derrotou o mesmo adversário por 5 a 3, desta vez na capital paranaense.

Muitos se perguntam o porquê da grafia da palavra Coritiba com "o" e não "u", como acontece no nome da cidade. A explicação é simples: quando o clube foi fundado, a grafia da capital era aceita das duas maneiras. Quando a cidade resolveu oficializar apenas a palavra com "u", o clube preferiu manter o nome tradicional. E já que o assunto é nomenclatura alviverde, vale esclarecer a origem do termo coxa-branca. Foi usado pela primeira vez em um Atletiba de 1941 contra um alvo específico e em sentido pejorativo. Um dirigente do Atlético procurou ofender o zagueiro alemão que jogava na equipe alviverde, Hans Egon Breyer. Mas o efeito foi contrário: motivou os companheiros do jogador, que se impenharam para derrotar o rival por 3 a 1. Daí em diante, "coxa-branca" foi adotado como elogio e marca de uma identidade.

Da hegemonia regional ao título nacional

Em 1932, o Coxa fundou o estádio Belfort Duarte, inaugurado em uma partida contra o América do Rio, vencida por 4 a 2. Em sua nova casa, o clube entra forte na disputa pela hegemonia do futebol paranaense, objetivo alcançado entre os anos de 1931 e 1947. Neste período, o time ganhou oito títulos se tornou o mais vitorioso do Estado, posto que não largou até os dias de hoje (tem 33 troféus no total). Na década de 60, o time chegou a ficar oito anos de jejum, mas sob a nova administração do lendário presidente Evangelino da Costa Neves, conquistou o título em 1968. Neste período, foi iniciada a profissionalização do departamento de futebol, assim como fez o Atlético. Os dois times passaram a dominar o cenário regional.

Os anos 70 e 80 são períodos de ouro na história do Coxa. Entre 71 e 79 foram nada menos que nove títulos paranaenses em dez campeonatos disputados. O clube foi hexa e depois tetracampeão. Só não conquistou 11 títulos seguidos devido ao intruso Maringá, campeão em 77. Neste mesmo ano, o estádio Belfort Duarte passaria a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira. Em uma excursão por três continentes (Europa, África e Ásia) em 1972, foi homenageado com a Fita Azul, símbolo da série invicta contra os advesários internacionais. Motivo de grande orgulho também foi a conquista do Torneio do Povo em 73, competição que reunia as principais equipes do Brasil naquele ano: Atlético-MG, Bahia, Internacional, Flamengo e Corinthians, estes dois últimos contando com craques como Zico e Rivelino. Um dos destaques da competição foi Dirceu Krüger, meio-campista que fez história como jogador, técnico e hoje é funcionário do clube.

A maior glória da historia do Coritiba, porém, aconteceu no ano de 1985. Sem nem integrar o grupo dos favoritos à conquista do Brasileirão, o time coxa-branca foi se acertando ao longo da competição. Graças às boas atuações do goleiro Rafael, dos pontas Lela e Édson, a equipe chegou na final da competição contra o Bangu em jogo único no Maracanã. O estádio contou com mais de 100 mil torcedores, grande parte dessa multidão formada por adpetos de Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo que resolveram apoiar o Alvirrubro. No tempo normal, 1 a 1. Na decisão por pênaltis, 6 a 5 para os paranaenses. O Brasil era verde e branco pela primeira vez

Período de reflexões

Em 90, 2006 e 2007 o time conviveu com o drama da Série B. A primeira vez que caiu foi graças a uma interferência da CBF, que puniu o clube por desrespeitar a decisão de perda de mando campo em uma partida contra o Santos. O clube não jogou e foi rebaixado. Em 2005, após uma campanha fraca caiu por suas próprias pernas. Amagargou dois anos na Segunda Divisão, conseguindo o retorno tão esperado em 2008. O ano do centenário ficará marcado pela ausência de títulos. O principal objetivo do Coxa é se manter na elite do futebol, para planejar com tranquilidade um 2010 mais feliz.
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