Decisão da Uniban chancela barbárie e preconceito, diz OAB
Publicação: 09 de Novembro de 2009 às 12:28
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, ao comentar a expulsão de Geisy Arruda da Universidade Bandeirante (Uniban), após a aluna ser alvo de ofensas por usar um vestido curto, disse que o caso "chancela a barbárie e o preconceito". Segundo a delegada, os advogados de Geisy entraram com um requerimento para a abertura de inquérito por volta das 12h30 desta segunda-feira. Contudo, eles não deram nomes de quem teria xingado a estudante. Angela afirma também que, a princípio, a expulsão da mulher da universidade não será investigada.
Segundo Britto, o gesto foi de intolerância, discriminação e violência contra a mulher. O presidente da OAB afirmou ainda que a decisão da Uniban consagra "uma mentalidade obscurantista e nefasta, que há muito se supunha extinta deste País". Na nota, a Uniban justifica a expulsão: "foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar". A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) informou nesta segunda-feira que vai enviar orientação para que a Uniban reconsidere a decisão de expulsar Geisy Villa Nova Arruda. A universidade terá 10 dias úteis para prestar esclarecimentos ao ministério. Segundo a secretaria, a universidade será notificada pelo ministério ainda esta semana. A delegada Angela Ballarini, da Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo (SP), afirmou nesta segunda-feira que será aberto inquérito para investigar as ofensas a Geisy. Segundo a delegada, o inquérito vai apurar quais estudantes ofenderam a jovem. Angela afirma também que, a princípio, a expulsão da mulher da universidade não será investigada.