Bombeiros de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, trabalham nos escombros da pousada de luxo Sankay, que foi atingida por um deslizamento de terra na Ilha Grande na madrugada desta sexta-feira, 1. Segundo o Corpo de Bombeiros, 11 corpos já foram encontrados. E um outro deslizamento na cidade carioca, que atingiu casas no Morro da Carioca, provocou a morte de cinco pessoas da mesma família.
Segundo os bombeiros, cerca de 50 pessoas estavam hospedadas na
Pousada Sankay, na praia de Bananal, na face da ilha voltada para o
continente. Casas vizinhas à pousada, que ficou totalmente destruída,
também foram atingidas pelo deslizamento.
O comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio e subsecretário estadual de Defesa Civil, Pedro Machado, e o secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio, Sérgio Côrtes, estão no local para avaliar a necessidade de envio de reforço para as equipes de emergência que estão na ilha. Enquanto isso, bombeiros dos quartéis do Rio estão sendo mobilizados para uma eventual força-tarefa.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que o deslizamento que soterrou parte da pousada atingiu também casas de veraneio, que podem aumentar o número de mortos. De acordo com o vice-governador, que falou em entrevista à rádio CBN, os moradores da região não têm dúvidas de que há muita gente soterrada.
A região de Angra e Paraty foi muito atingida pela chuva nesta última quinta-feira. Uma queda de barreira interditou os dois sentidos da BR-101 (Rio-Santos)próximo a Paraty. Também houve deslizamentos em pelo menos outros quatro pontos da rodovia, um deles ocorreu bem próximo à entrada de Angra. O prefeito da cidade, Tuca Jordão, declarou estado de calamidade na cidade e suspendeu a realização nesta sexta-feira da tradicional procissão de barcos. A Polícia Rodoviária Federal recomenda que os motoristas evitem a rodovia.
Capital
Na capital carioca, o prefeito Eduardo Paes decretou estado de alerta, com a queda de mais de 100 barreiras. Também há 17 imóveis com risco de desabamento. O prefeito pediu que as pessoas que moram em áreas de risco saiam de suas casas pelo menos até sexta-feira por causa da manutenção do risco de deslizamentos. Segundo ele, a zona norte da cidade foi a mais atingida. Em todo o Estado do Rio, pelo menos 18 pessoas morreram em consequência da chuva nos últimos dias entre os dias 30 e 31 de dezembro de 2009.
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