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Esportes

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 11:53

Sem ensaiar discurso, Emerson arrebata a torcida do Fla na possível despedida

Publicação: 21 de Agosto de 2009 às 10:20
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A semana de Emerson não foi fácil. Na gangorra entre aceitar ou recusar a proposta para transferir-se para o Al-Ain, dos Emirados Árabes o jogador viu-se envolvido numa cilada que poderia atrapalhar sua relação com a torcida. De um lado, milhões de dólares que garantem um futuro tranquilo para a família. Do outro, a paixão por um clube cujos atrasos salariais são tão comuns.
A diretoria recuou e decidiu mantê-lo. Por enquanto. E como reagiria o atacante? Ele bicou para longe qualquer sinal externo de desânimo ou insatisfação. Quando entrou em campo transformou-se em um guerreiro. O Sheik da Gávea que a torcida admira.

Mas nem só de raça se faz um atleta querido. Ele foi efetivo. Jogou-se em bolas que pareciam perdidas, deu bons dribles e fez o gol único do Flamengo em uma cabeçada precisa. A comemoração cativou ainda mais os rubro-negros. Beijos no escudo e tapas no coração, como se quisesse inserir o Fla em seu corpo. Na mente, não há dúvida, o clube o fascina.

No segundo tempo, enquanto os companheiros eram vaiados, deixou o campo aplaudido. Mancando, reclamando de dores na coxa direita. O discurso desta vez não foi de despedida.

- A galera me adora, e eu adoro a galera. Sou muito feliz aqui – disse.

Ninguém tem dúvida disso. Mas o duelo contra o Cruzeiro pode ter sido o último no clube do coração. Os árabes o esperam e, apesar da felicidade latente e declarada em verso, prosa e chutes, as cifras o convenceram de que uma nova aventura no Oriente Médio é necessária. Apesar do coração partido.
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